Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 13/07/2020

A educação a distância (EaD) vem ganhando espaço entre os métodos de aprendizado no Brasil. O EaD permite a democratização do acesso a educação, devido a sua acessibilidade. Isso promove maior flexibilidade para o estudante definir o próprio horário e local de estudo, além da variedade de cursos e preços. No entanto, especialistas questionam a qualidade desse ensino em função dessa “facilidade”, visto que há a necessidade de aulas práticas para alguns cursos.

Ainda assim, no último senso realizado pela Associação Brasileira da Educação a Distancia (ABED) em 2017, cerca de 7 milhões de brasileiros optaram pelas modalidades EaD. Esses dados fortalecem a teoria da “descentralização de conhecimentos” proposta pelo sociólogo espanhol Manuel Castells, que consiste na troca de conhecimentos por meio das redes digitais.

Assim sobre esse assunto, a quebra da barreira da distância física proporcionada pelo EaD, possibilita que indivíduos de populações mais afastadas tenham acesso a educação, visto que o Brasil é um país de proporções continentais.

Decorrente desses fatos, é inegável a importância do EaD na formação de profissionais no Brasil. Entretanto, é necessário que tenha uma melhoria nos métodos aplicados, para que a flexibilidade de horário e preço não comprometa a qualidade do ensino. Dessa maneira, o Ministério da Educação (MEC) deve instruir as instituições que fornecem cursos nessa modalidade, sobre como conciliar o ensino a distância com aulas práticas. Além disso, Governo Federal deve financiar meios de transporte aos estudantes que vivem em regiões distantes de sua instituição de ensino. Dessa forma, esses podem realizar a maior parte do curso a distância sem que haja perca de conteúdo pela falta de acesso a aulas práticas.