Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 08/07/2020

A  Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à educação. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que, mesmo com o advento da educação a distância, nem todos os brasileiros têm acesso a esse tipo de ensino. Esse cenário nefasto ocorre pela falta de acessibilidade. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.

Em primeiro lugar, é necessário pontuar que nem todo cidadão tem condição de adquirir dispositivos eletrônicos que possibilitem o estudo virtual. Isso ocorre, principalmente, devido à desigualdade social presente na realidade brasileira contemporânea. Segundo o filósofo Pierre Lévy, toda nova tecnologia gera excluídos, especialmente, em sociedades nas quais as disparidades financeiras são tão intensas. Uma vez que, como há uma má distribuição de renda, muitas pessoas não conseguem comprar computadores ou smartphones, aparelhos essenciais para assistir às aulas on-line. Assim, é substancial a mudança desse quadro.

Além disso, deve-se ressaltar que a falta de acesso à internet também é um outro desafio a ser transposto para efetivação da educação a distância. Nesse viés, é preciso entender que, para acontecer as aulas no ambiente virtual, a internet é fundamental, pois muitos cursos são disponibilizados em plataformas de ensino que precisam estar conectados à rede. Logo, sem acesso à internet, fica complicado a execução desse tipo de aula.

Portanto, faz-se necessário uma intervenção pontual no problema. Assim especialistas no assunto, com o apoio do MEC, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre a ausência de internet para estudantes de baixa renda. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertam sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que a mídia dá com relatos de pessoas que de fato vivenciam tal problema. É possível, também, criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar a população sobre as consequências do tratamento que determinados canais de comunicação dão ao assunto. Talvez, assim, seja possível construir um país de que a sociedade pudesse se orgulhar.