Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 13/07/2020
Após o fim da Segunda Guerra Mundial, a humanidade caminhou rumo à terceira Revolução Industrial, caracterizado pelos avanços da tecnologia de transporte e comunicação. Dessa forma, o fluxo de informações tornou-se cada vez mais rápido e intenso, princinpalmente com o desenvolvimento da Internet. Esse conjunto de transformações permitiu o surgimento de uma nova modalidade de ensino: a educação à distância. Entretando, no contexto brasileiro, esse novo modelo de ensino vem enfrentando desafios para a sua consolidação, seja por restrições legais, seja pela mentalidade social. É indubitável, que a questão legislativa e sua aplicação estejam entre as causas do problema. De acordo com Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, o excesso de burocracia para a implantação dessa modalidade rompe essa harmonia, haja vista que, a dificuldade imposta pelo Poder Público para a criação de novos cursos à distância impossibilita a democraticação do ensino. Desse modo, evidencia-se a importancia da prática da regulamentação como forma de combate às dificuldades de implantação dos cursos EaD. De mesmo modo, destaca-se o pensamento coletivo como impulsionador da constante evasão observada nessa modalidade de ensino. Segundo Émile Durkheim, sociólogo francês, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que a concepção de que o ensino à distância não exige grande esforço por parte dos estudantes pode ser relacionada à teoria do sociólogo, pois se muitos alunos adotam o comportamento de banalizar esses cursos, propagando a ideia de que é facil concluí-los, mais pessoas tende a adotá-lo também por conta da vivência em grupo. Assim, o fortalecimento desse pensamento faz com que muitas pessoas não se adaptem a rotina de estudo que essa modalidade exige, elevando o número de desistências. Visto isso, faz-se necessária a reversão de tal contexto. É preciso, portanto, que o Poder Púlico, com seu caráter socializante e abarcativo, promova mudanças na regulamentação do ensino à distancia por meio de decreto-lei com o objetivo de desburocratizar e flexibilizar a criação e desenvolvimento de cursos não presenciais. No entanto, o governo não pode deixar de fiscalizar e avaliar a qualidade dessa modalidade de ensino. Aliado a isso, a escola, formadora de caráter, deve realizar debates e palestras com o intuito de elucidar dúvidas a respeito das diferenças entre o curso presencial e o EaD, minimizando, assim, o revés da adaptação dos estudante. Somente assim, construir-se-á um país com maior inclusão educacional.