Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 12/07/2020

Atualmente, estamos vivendo em uma pandemia, e com a complexidade da sociedade atual, foi necessário criar um novo sistema de aprendizagem, a educação a distância, que embora seja prática, muita das vezes é defasada e entregue a uma parcela restrita da população.

Contudo, é importante destacar uma das vantagens principais da educação presencial: a interação mais intensa entre o aluno e seu professor. Porém, na EAD, seu sistema é um processo mecanizado, assim a interação acaba se mostrando superficial, principalmente nos casos em que o contato humano é muito importante, como nos cursos técnicos que lidam com maquinas diariamente. Desse modo, indivíduos entram o mercado de trabalho despreparados, evidenciando a carência do ensino.

Porém, apesar da defasagem, a educação a distância é a alternativa que precisamos utilizar no cenário em que estamos vivendo. E cerca de 21% do nosso ensino superior já é a distância. Em que o aluno pode adaptar sua própria rotina. A nova portaria editada pelo Ministério da Educação (MEC), no fim de 2019, aumentou o porcentual das aulas de EAD para 40%, e reduziu a nota necessária para a instituição oferecer o EAD, deixando de fora apenas o curso de medicina.

Portanto, é perceptível que é necessário um aprimoramento da educação a distância no Brasil. De início, é importante que o Governo Federal, junto com o IBGE, mapeie as áreas em que há ausência de internet e desenvolvam projetos por intermédio de incentivos fiscais às empresas que oferecem os serviços, diminuir o preço dos pacotes nessas regiões, expandido o uso. O MEC deveria impor um padrão mínimo de qualidade nas aulas. Assim, o ensino a distância se tornara mais eficaz.