Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 12/07/2020

A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à educação. Entretanto, na prática, tal garantia não é respeitada, visto que, mediante a suspensão das aulas presenciais devido à pandemia, muitos alunos não tiveram aceso à educação a distância. Esse cenário nefasto ocorre não só pela falta de acesso à internet, mas também pela exclusão digital. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de vencer os desafios para a consolidação dos direitos constitucionais.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que a falta de acesso à internet dificulta que os alunos assistam às aulas virtuais. Consequentemente, essa inacessibilidade aumenta a desigualdade social, visto que esse tipo de ensino só privilegiará quem tem esse recurso. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mais de 40 milhões de brasileiros não possuem acesso à rede, isso mostra que grande parte da população ficaria impossibilitada de usufruir desse direito. Sendo assim, nota-se que para a efetivação da educação a distância é essencial que o aluno tenha internet.

Outrossim, destaca-se que a exclusão digital é outro fator agravante desse entrave. Isso ocorre devido ao fato de que grande parte da população não tem acesso as novas tecnologias, o que dificulta que o ensino a distância chegue a toda a população. Assim como na Roma Antiga a educação era restrita a elite, no cenário brasileiro isso não se diferencia, pois os aparelhos necessários para o EAD possuem um alto valor, o que leva a apenas a parcela privilegiada da população o poder de adquiri-lo. Nesse sentido, é necessário que medidas sejam tomadas para que a sociedade de modo geral possa usufruir de seus direitos.

Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, é preciso que o governo torne os valores dos equipamentos como, notebooks, computadores e celulares mais acessíveis, por meio da diminuição de impostos, para que as pessoa de classe mais baixa possam adquirir esse tipo de produto. Assim, observar-se-á uma população mais crítica e menos iludida que reconhece seus direitos e deveres.