Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 13/07/2020

Atualmente o EAD no Brasil tornou-se mais do que essencial para muitos alunos. As primeiras formas de ensino a distância no mundo começaram por meio de cartas, não era muito comum antigamente mas possuía grande efetividade. Com os avanços da tecnologia, o rádio e a televisão também ajudaram com canais para propagar o ensino a distância a diversas pessoas levando ao aumento do uso desses meios de comunicação posteriormente. A internet, já muito popular, possibilitou a criação de plataformas educativas de fácil acesso para assistir aulas on-line. O EAD, como conhecemos hoje, está cada vez mais próximo da vida dos brasileiros.

Dados do Inep/MEC e Hoper Educação, mostra um panorama dessa área: 1,5 milhão de estudantes foram matriculados neste tipo ensino em 2016, apenas considerando a graduação, contra 60 mil alunos em 2004 – de 2015 a 2016 o número de novos ingressos cresceu 21,4%. O ensino presencial é predominante em diversas sociedades e é padronizado pelo mundo a séculos. Esta modalidade tem suas vantagens em geral. Colocar o professores diante de seus alunos proporciona melhor aprendizagem e capacita o jovem a saber se comportar em meio ao ambiente social. A troca de ideias nessa situação é bastante comum, ajudando a fortalecer e melhorar o conhecimento de todos.

No entanto, por mais que aparentemente seja bom, o modelo de ensino presencial tem suas limitações ao depender completamente de horários fixos e um espaço físico para funcionar. Não é possível uma aula acontecer sem ter um local ou uma data específica. Essa condição desfavorável acaba afastando vários alunos do aprendizado por terem dificuldades de tempo, deslocamento ou até falta de recursos financeiros. É um desafio, por exemplo, participar todas as noites da aula para quem trabalha o dia inteiro, ou então fazer um curso em alguma faculdade, a muitas lacunas e varia de pessoa para pessoa. Contudo é importante se considerar como a mídia tradicional é pouco utilizada no ensino presencial. Mesmo com televisões, rádios e projetores, em muitos lugares essas ferramentas são usadas uma vez ou outra, valorizando mais o conteúdo textual, disponível nos livros e apostilas, e no conhecimento passado pelo professor. Esta situação pode ser uma barreira para o aprendizado de pessoas que assimilam melhor os conhecimentos com estímulos diferentes, como vídeos, áudios ou até mesmo simples figuras. Utilizar tais meios mais fáceis e modernos de interpretação aumentaria o rendimento dos estudantes descartando diferença de desempenho.