Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 12/07/2020

Desafios do EAD na vida de pessoas com proporção de baixa renda no Brasil

No Brasil, o Ensino a Distância iniciou-se no século XX, em decorrência do iminente processo de industrialização cuja trajetória gerou uma demanda por políticas educacionais que formassem o trabalhador para a ocupação industrial. Desse modo, a Ensino a Distância (EAD) surgiu como uma alternativa para atender, através de meios radiofônicos, a formação dos trabalhadores do meio rural sem a necessidade do deslocamento para os centros urbanos e atualmente é uma plataforma muito utilizada.No Brasil cerca de 17% de todos os 8,2 milhões de estudantes matriculados em cursos superiores praticam a graduação a distância.Tendo em base objetivos:flexibilidade e custo benefício.

Apesar das qualidades do ambiente virtual a também suas desavenças, como exemplo, alunos de baixa renda encontram infinitas dificuldades em falta de recursos com EAD, os pais muitas vezes não possuem renda para sustentar os valores da plataforma e em outros casos falta internet ou moram em lugares de difícil acesso de rede celular. Devido a esse fator, a dirigente regional de Ensino em Ribeirão Preto, Darlene Stocco Colonese Gonçalves afirmou que as autoridades farão um diagnóstico para avaliar os alunos que não conseguiram acompanhar o plano pedagógico à distância, garantir a recuperação dos conteúdos perdidos e evitar a evasão por meio de aulas no contra-turno e contratação de professores.

Segundo Alvez, “a crescente demanda por educação, devida não somente à expansão populacional como sobretudo às lutas das classes trabalhadoras por acesso à educação, ao saber socialmente produzido concomitantemente com a evolução dos conhecimentos científicos e tecnológicos”, está exigindo mudanças em nível da função e da estrutura da escola e da universidade. Um exame do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic) mostra que entre os mais ricos, aproximadamente 96,5% das casas têm sinal de internet, enquanto entre os mais pobres quase 59% não conseguem navegar na web. Portanto, a falta da tecnologia é um dos problemas que acompanham a adoção da educação à distância. Sem aulas presenciais, muitos estudantes também perderam a principal refeição do dia, até então garantida pela merenda escolar.

É cabível que as gestões públicas, devem criar materiais, principalmente os audiovisuais, de forma integrada, gastando menos recursos na produção e concentrado-os mais na tutoria e na adaptação à realidade regional. O Ministério da Educação em conjunto com os dirigentes responsáveis por escolas precisam tomar medidas necessárias e ganhar o ano letivo de pessoas que não possuem acesso online, ou seja, compreender a situação.