Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 11/07/2020

De acordo com o 6° artigo da Carta Magna, o Estado é responsável pela garantia de múltiplos direitos à população, dentre eles: educação. Contudo, esse dever encontra-se inconcebível, pois com o uso do método EaD(Educação à Distância) provocado pela pandemia do vírus SARS-CoV-2 impossibilita que estudantes desfavorecidos desfrutem desse direito constitucional. Esse cenário antagônico tanto é fruto de uma má administração governamental, quanto de uma crise financeira no Brasil. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.

Em primeiro ponto, é fulcral pontual que os desafios enfrentados por estudantes sem acesso à internet para o uso da EaD deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem-estar de toda a nação, no entanto, isso não ocorre no Brasil devido à falta de operação das autoridades, tal como o MEC(Ministério da Educação) em razão de que o mesmo não atua de forma efetiva para reverter os obstáculos enfrentados por alunos desfavorecidos, já que 50% da população brasileira não tem acesso à internet segundo o IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Desse modo, faz- se mister uma reformulação nesse sistema educacional através do MEC.

Ademais, é imperativo ressaltar a crise econômica como promotora do problema, visto que a revista “gazeta do povo” disponibilizou dados em que a economia nacional não permite avanços em diversos pontos, como: educação e infraestrutura. Partindo desse pressuposto, origina-se a “modernidade líquida” vivida no século XXI, de acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, tal modernidade descende da falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas. Sob esse viés, pode- se apontar a “modernidade líquida” como um empecilho à consolidação de uma solução para abolir as objeções encaradas por estudantes desprovidos de internet.

Portanto, infere-se que ainda há entraves para garantir o fim da problemática. Destarte, com o intui- to de mitigar os desafios impostos pela EaD, urge que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Estado, será revertido em programas que não abusem da pouca verba nacional, mediante o MEC, objetivando instalar mecanismos de acesso à internet para todos os estudantes de baixa renda do país. Logo, o Brasil poderá cumprir os deveres exigidos pelo 6° artigo da Carta Magna.