Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 19/07/2020
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As universidades medievais, fundadas durante o período de “renascimento” do século XII, foram um ponto de partida para o que se reconhece atualmente como universidade. O Ambiente físico compartilhado e o contato aluno-mestre são exemplos de princípios herdados das mais longínquas formas de educação. Todavia, com o desenvolvimento dos meios digitais e ascensão de novos polos comunicativos, surgiram cursos de ensino a distância (EAD) que, por intermédio de plataformas na internet, estão revolucionando o que entende-se como “sala de aula”. Nesse âmbito, perspectivas como uma suposta superficialidade de tais cursos e a questão da acessibilidade merecem destaque na discussão a cerca do EAD.
Primordialmente, vale destacar que, de acordo com o sociólogo Edgar Morin, o conhecimento deve ser direcionado à complexidade. Nessa esfera há uma crítica ao modo de ensino que, segundo ele, simplifica e compartimentaliza artificialmente as disciplinas e impede que o aluno compreenda os complexos problemas do mundo. Atrelado a isso, críticos do EAD argumentam que tal superficialidade potencializa-se nesse modo de educação, visto que a grande velocidade imposta pelos meios digitais pode prejudicar não só a aprendizagem mas também a qualidade do curso oferecido.
Contudo, é importante ressaltar que o sistema de EAD ampliou a acessibilidade educacional aos indivíduos - tanto em questões financeiras como em termos logísticos. Consoante a Associação Brasileira de Educação a Distância, os principais fatores que direcionam alunos a tal modalidade envolvem a ausência de necessidade de locomoção e a maior acessibilidade às mensalidades. Desse modo, percebe-se que, embora possua pontos a melhorar, o ensino a distância atua como forma de inclusão - especialmente de indivíduos cuja rotina extenuante impede uma forma de estudo tradicional.
Dessa forma, infere-se,portanto,que existem tanto vertentes positivas como negativas do ensino a distância. Sendo assim, concerne ao Ministério da Educação (MEC) a supervisão do modo como cursos dessa modalidade são desenvolvidos, além de promover palestras e congressos definindo parâmetros de qualidade a serem seguidos pelas instituições educacionais. Além disso, cabe ao Estado o direcionamento de verbas para bolsas de estudo, como o já existente Prouni, mas especialmente para cursos EAD - auxiliando indivíduos de baixa renda e com rotina inconciliável com educação convencional. Desse modo, a educação tornar-se-á cada vez mais viva na realidade social, corroborando com o desenvolvimento civilizatório da humanidade.