Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 17/07/2020
O mundo está vivendo a Quarta Revolução Industrial, na qual ocorre diversos avanços tecnológicos para facilitar a vida dos seres humanos. O Ensino a Distância (EaD) existe desde 1940, e com o desenvolvimento de novas tecnologias ficou mais acessível e inclusivo, diferente de antigamente que era feito por meio de rádios e cartas. Desta forma, destaca-se a problemática das perspectivas e desafios da educação a distância tanto na ausência do custo-benefício, quanto no aumento da produtividade por pessoas portadoras do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
Primeiramente, é valido salientar que o custo-benefício é de extrema importância para os jovens e adultos. A graduação em EaD é mais acessível em comparação as presenciais, levando em consideração o valor a ser pago nas mensalidades. Ademais, muitos trabalhadores possuem pouca renda destinada e tempo para serem aplicados em uma especialização, com isso, o EaD ajuda o profissional na flexibilidade de horários e no custo. Entretanto, algumas faculdades e universidades aplicam o curso mais superficialmente, visto que o valor é mais baixo, fazendo com que os alunos possuam conhecimento básico. Desse modo, acarretando na ausência do custo-benefício.
Outrossim, é relevante a questão do aumento da produtividade por pessoas portadoras do TDAH. Muitos cidadãos brasileiros são diagnosticados com esse distúrbio neurobiológico crônico que causa inquietude, desatenção e dessossego. Com isso, esses indivíduos no âmbito presencial de ensino acabam tendo um retardo no conhecimento. O EaD é caracterizado por possuir flexibilidade, pois o próprio estudante cria sua rotina de estudos. Uma pesquisa feita pela Organização Mundial de Saúde mostrou que 2 milhões de brasileiros adultos possuem o TDAH. Com o EaD, as pessoas podem ingressar na faculdade sem receio da reprovação. Desse modo, aumenta a possibilidade de indivíduos portadores do TDAH alcançarem a graduação, ocasionando na inclusão social.
Portanto, é necessário que algumas medidas sejam tomadas a fim de amenizar esta problemática. O Governo juntamente com o Ministério da Educação deve fiscalizar o ensino que está sendo empregado nas plataformas, verificando se está no padrão de qualidade da educação. Com isso, aumentará o custo-benefício para os cidadãos que estão em busca da graduação a distância. Além disso, o nível de aprovação e procura pelo EaD por pessoas portadoras do TDAH aumentaria, e o grau de dificuldade diminuiria com a qualidade da educação oferecida. Dessa forma, ampliaria a perspectiva do ensino a distância no Brasil, fazendo dele mais acessível e inclusivo a todos os brasileiros.