Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 13/07/2020

De acordo com a Associação Brasileira de Ensino a Distância (ABED), a educação a distância (EAD) no país teve início no ano de 1904, ao ser encontrada uma propaganda de jornal, onde seria ensinada a datilografia por correspondência. Paralelo a isso, a demanda de atividades como essa cresceu, sobretudo após a introdução da internet no Brasil, redigindo o aperfeiçoamento de ideias, visando a melhoria e o maior alcance desse modo de ensino. Sendo assim, diferentes perspectivas vieram à tona quanto aos desafios encarados no processo do desenvolvimento e introdução da modalidade EAD, para que fosse possível o acesso de grande parte da população brasileira.

Em uma primeira abordagem, cabe pontuar que a educação a distância foi o modelo encontrado para que as pessoas pudessem aprender e especializar-se em algo, independente do lugar que estão. Conforme as necessidades cabíveis ao corpo social, diante de trabalho e carga horária acessíveis, a procura da categoria EAD cresceu no Brasil e, cerca de 7 milhões de pessoas foram matriculadas em cursos a distância no país, segundo o censo de 2017 feito pela ABED. Nesse contexto, a internet foi percursora para difusão de ensino, formando novos profissionais e outras diversas profissões relacionadas que instruem à criação do EAD. Desse modo, criou-se uma “cybercultura”, estudada pelo sociólogo francês, Pierre Lévy, em que a sociedade em geral está inserida,  criando a troca de saberes.

Outro fator existente, é o método de desenvolvimento das aulas e atividades que serão introduzidas aos cursos a distância. Por ser, atualmente, através da internet, o imediatismo trazido por ela ocasiona a superficialidade da EAD, o que pode, consequentemente, formar indivíduos incapacitados, rebaixando a qualidades de conhecimento das áreas estimadas. À luz dessa ideia, torna-se notória a déficit encontrada na habilitação de educação a distância, visto que as pessoas que fazem parte deste processo, procuram aprender de maneira similar a presencial. Com efeito, os desafios encontrados acabam desqualificando as opções de estudo a distância pois, independente dos valores serem mais acessíveis, as propriedades não podem decair.

É necessário, portanto, promover ações concretas as quais alterem esse quadro. Logo, cabe ao Ministério da Educação (MEC) a tarefa de melhores análises quanto a qualificação desse ensino, e dos profissionais que elaboram as aulas a distância, promovendo cursos preparatórios aos mesmos, que sejam possíveis apresentar suas capacidades e conhecimentos. E ao Governo Federal, a criação de mais bases avançadas (polos) pelo Brasil, para a possibilidade de avaliações mensais aos indivíduos que utilizam a metodologia EAD, mostrando as habilidades adquiridas, especializando-os de maneira correta e profissionalmente.

A educação transcende o indivíduo ao mundo