Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 19/07/2020

Inicialmente registrada entre os séculos XIX e XX - por meio de anúncios de taquigrafia em jornais -, a Educação a Distância (EAD) tem se tornado um meio bastante utilizado pelos estudantes das mais variadas idades. Na atual sociedade, porém, o citado tipo de ensino é alvo de constantes críticas, considerando-se a fragmentação do processo educacional, além disso, apresenta desafios, como a carência de mecanismos para acompanhar o aprendizado, que coloca a sua eficácia em questão.

Apesar de, seja válido ressaltar, nos últimos anos ter havido certa consolidação do EAD no Brasil, uma vez que o ensino é mais barato, o tempo é mais flexível e não há necessidade de locomoção, todavia o referenciado modo de estudo é constantemente questionado, já que há um ensino fragmentado entre os estudantes, ou seja, há o aluno que pensa, o que passa os deveres e o que apenas acompanha. Dessa forma, o aprendizado torna-se superficial, o que não é esperado pelos educadores.

Faz-se mister, ainda, salientar que a insuficiência de aparatos para acompanhar a aprendizagem é um desafio no EAD. O professor, por sua vez, não consegue supervisionar, de maneira eficiente, todo o processo de ensino, uma vez que a carência da interação entre educador e estudante é maior nesse cenário. Ademais, consoante ao sociólogo francês Edgar Morin, a presença do professor é de suma importância para uma educação ideal, pois, uma vez comparecido, ele não só conseguirá elucidar, competentemente, as dúvidas que surgem, mas também mediará todo o fluxo do conhecimento e aprendizagem.

Infere-se, portanto, que a educação a distância no Brasil não só é um ensejo para questionamentos sobre a eficácia do ensino mediado, mas também apresenta desafios em sua efetivação. Logo, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com os educadores do EAD, estabelecer métodos para acompanhar a aprendizagem, por intermédio da criação de caixa de dúvidas, aplicação de provas e aulas ao vivo, com o fito de evitar a fragmentação do ensino e gerar um maior engajamento dos alunos.