Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 16/07/2020
Com a Terceira Revolução Industrial e a crescente globalização, o surgimento de novas tecnologias passou a disponibilizar, por meio da internet, novas formas de aprendizagem. Contudo, apesar de participar das inovações como a educação a distância (EAD) que permite rapidez e flexibilidade no tempo de estudo, o Brasil enfrenta impasses referentes a eficiência desse novo recurso. Desse modo, há desafios relacionados a confiança, por parte dos estudantes, em escolherem esse método para capacitação.
Primeiro, é válido analisar segundo a fala do filósofo Sêneca, que afirmava que a educação exige maiores cuidados, pois influi sobre toda a vida. Assim, em uma era globalizada em que os jovens estão em busca de otimizar e flexibilizar o tempo para o estudo, o EAD passa a ser uma alternativa, pois atende ao necessário e ainda possui valores mais acessíveis. Entretanto, os investimentos e incentivos para que esse recurso evolua e passe a ser visto como opção concreta de educação, são defasados. Assim, como afirma o Inep, o ensino a distância tem apresentado elevações nas matrículas, enquanto o presencial dispõe de quedas. Porém, os desafios se reafirmam, pois nas aulas online é preciso maior interação e dinâmica entre alunos e professores, o que pode falhar e desmotivar ao uso do método.
Em consequência disso, há insegurança quanto ao uso desse novo meio de formação. Dessa forma, é possível perceber uma maior cobrança, pelos estudantes, referente as faculdades. Isso se dá, pois muitos cursos remotos demandam de investimentos em aulas presenciais para aplicabilidade prática dos conteúdos. Além disso, as instituições de ensino superior necessitam de maiores planejamentos da grade curricular, que incluam de forma igualitária o EAD e o presencial, garantindo a eficiência do ensino na capacitação de novos profissionais. Assim, é notório que para que haja maior cativação e credibilidade da estratégia, muitos entraves precisam ser superados.
Portanto, é preciso mudanças para minimizar o impasse. O Ministério da Educação (MEC) em conjunto com as universidades devem aperfeiçoar a forma de aplicação dos conteúdos e promover a divulgação de tais aprimoramentos. Em vista disso, as faculdades precisam proporcionar capacitação aos profissionais que utilizam as ferramentas virtuais por meio de cursos que ajudem a melhorar a organização e dinâmica das aulas - com horário definido de acordo com ajustes entre funcionários e instituição. Ademais, propagandas que falem sobre o ensino remoto de qualidade devem circular por meio das mídias sociais que mais são acessadas pelos estudantes. Desse modo, espera-se que ocorra maior êxito na educação a distância, dispondo de maiores investimentos e com o reconhecimento desejado.