Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 16/07/2020
Sabe-se que a internet foi criada durante a Guerra Fria, por cientistas dos Estados Unidos. A Arpanet, como era chamada até então, tinha como objetivo facilitar o compartilhamento de informações entre os laboratórios de pesquisa trocando e-mails. Isso deu início à era digital e possibilitou o desenvolvimento de cursos EAD (Ensino à Distância). Contudo, essa tecnologia não oportuniza toda população brasileira. Devido o problema em acessar redes wifi, jovens encontram dificuldade em ingressar em faculdades que utilizam essa inovação. Desse modo, medidas para combater o infortúnio são essenciais, como o investimento na tecnologia em escolas e em locais públicos.
Em primeiro plano, deve-se analisar os benefícios dessa modalidade de ensino, como a flexibilidade em administrar o tempo e a redução de custos com transporte, alimentação e moradia. Entretanto, estudantes brasileiros se deparam com a desigualdade social existente no país, fato que limita o acesso à internet, já que, em uma sociedade capitalista, o valor dos planos de wifi e de aparelhos eletrônicos são exorbitantes. Por isso, esses valores não se adéquam à famílias que possuem apenas um salário mínimo destinado a pagar elementos fundamentais para a sobrevivência. Ademais, citando o filósofo Aristóteles, “Todos os homens têm, por natureza, desejo de conhecer”, ou seja, a vontade em obter graduações e estudos de qualidade é universal.
Em vista disso, é possível entender o porquê do assunto ser tão percursor de debates. De acordo com uma matéria do Jornal Nacional, 79% do total de alunos do ensino superior do país é matriculado em aulas presenciais. Isso permite concluir que cada vez mais estudantes procuram ingressar em faculdades com EAD, visando os benefícios que ela possui. Apesar disso, as universidades do Brasil não apresentam muitas opções de curso que tenham a alternativa de aulas presenciais e à distância, o que gera dificuldades adicionais aos candidatos. Ademais, é válido discutir sobre o preconceito existente com profissionais formados nessa forma de ensino, há muitos contratantes que alegam a ineficiência e o despreparo dos jovens para entrar no mercado de trabalho.
Portanto, cabe ao Governo junto ao Ministério da Educação investir em cursos preparatórios para professores se especializarem na nova modalidade de ensino, por meio de aulas gratuitas de curto período. A ação tem a finalidade de enriquecer o currículo do profissional, disponibilizar mais cursos EAD nas faculdades e assegurar a qualidade da formação do aluno. Outrossim, o Governo deve implantar redes wifi de qualidade em locais públicos. A medida tem urgência de ocorrer, a fim de possibilitar o acesso à internet para estudantes da classe baixa e amenizar as dificuldades enfrentadas por eles. Com essas propostas todos terão oportunidade de conhecer, assim como Aristóteles propôs.