Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 13/07/2020
Os avanços tecnológicos no mundo trouxeram modernizações para vários âmbitos, como o da educação. A modalidade a distância cresce muito no Brasil pois apresenta diversos pontos positivos quanto à dinâmica de ensino, porém o cenário socioeconômico do país não é coerente ao de uma nação que tem o objetivo de virtualizar a área educacional.
No contexto atual esse objeto ainda é restrito e inalcançável para a realidade de muitos. Isso acontece porque cerca de 4,8 milhões de crianças e adolescentes de 9 a 17 anos não têm acesso à internet no Brasil, o que — além de mostrar o caráter atrasado e desigual do país nesse campo — confirma a ideia de que a implementação da educação a distância ainda é um passo maior do que pode ser dado. Também vale ressaltar a grande desigualdade regional que aumenta as dificuldades em alcançar essa nova realidade.
Essa desigualdade entre as regiões se iniciou no período de ocupação do território e conseguiu se consolidar até os dias de hoje. O Nordeste abriga 14,5% da população analfabeta do Brasil, o que demonstra a precariedade da educação tradicional e a dificuldade para adoção do método a distância, visto que essa também é uma das regiões com menores concentrações tecnológicas no território nacional, estando aliada à Norte nesse quesito.
Portanto, fica evidente o desejo brasileiro de adotar o método de educação a distância e as barreiras que o dificultam. Desse modo, o governo deve adotar políticas públicas de ensino através de reformas educacionais que façam a educação ser realizada de maneira coerente à realidade que os alunos vivem, para que assim as necessidades básicas sejam atendidas antes de mudanças bruscas e eles possam se adaptar. Também é necessário que o Ministério de Ciência e Tecnologia realize pesquisas e planos para superar o problema do acesso à internet no país, pois, em um mundo onde tudo é conectado por essa, é imprescindível que todos tenham tal possibilidade.