Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 19/07/2020

A educação é capaz de moldar a sociedade, tanto em caráter como em pensamento, se exercida de maneira correta e acessível a todos. Dessa forma, a frase de Immanuel Kant “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele” pode ser atrelada ao raciocínio de que a capacidade do homem em desenvolver sua maneira de pensar e adquirir conhecimento, está associada ao ensino disponível para ele. Assim, as diferentes perspectivas da educação a distância, EAD, e os seus desafios para a população brasileira devem ser debatidas, afim de solucionar problemáticas relacionadas à falta de infraestrutura, tecnologia e desigualdades social.

As escolas desde o século 4 a.C. buscam inovar as formas de ensino como também desenvolver novas ciências de estudos. Portanto, o desenvolvimento do EAD, para facilitar a organização do tempo pelo aprendiz, torna-se histórico, visto que, a sociedade, já à presenciou através de cartas, rádio, vídeo cassete e fitas VHS. Entretanto, existem pessoas que não possuem nem acesso a educação básica, devido à desigualdade existente entre os residentes do Brasil, pois atualmente, o sistema educacional encontra-se em um verdadeiro desmazelo para com a nação brasileira.

Urge salientar também que a grande maioria da população brasileira não possui condições de utilização do EAD, principalmente, por não possuir os recursos tecnológicos necessários, além da falta de uma rede de internet. Entretanto, o artigo 53 garante o direito à educação como maneira de desenvolvimento da pessoa, mas o EAD não é garantido por essa lei, tornando-se um empecilho para sua adesão à toda sociedade. Assim, a falta de infraestrutura e tecnologia interfere diretamente na sua instauração, visto que não é realidade para todos a condição de adquirir os instrumentos necessários para acesso às aulas provenientes do recurso em questão. Ademais, vale ressaltar que é necessária a capacitação dos professores para orientação das aulas.

Posto isso, torna-se imprescindível a interferência do governo, por meio de seus ministérios para tornar a acessibilidade viável para todos. Dessa forma, o Ministério da Educação deve desenvolver , juntamente com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a criação de um servidor local, para que o acesso as aulas não sejam dependentes de internet, visto que a disponibilização delas poderão ser realizadas através de gravações e transmissões pelo servidor. As apresentações podem ser vistas por meio de um aparelho, desenvolvido unicamente para transmitir os vídeos, assim o custo seria baixo e acessível a todos ou até mesmo distribuídos gratuitamente.