Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 18/07/2020

A educação a distância foi entendida como modalidade educacional pela Legislação brasileira através do Decreto de nº 5.622, de 19 de dezembro de 2005, facilitando o aprendizado de pessoas com pouco tempo para aulas presenciais, mas também, acaba acarretando um certo limite para alunos marginalizados, que, muitas vezes, não conseguem ter acesso a aulas onlines devido a falta de mecanismos.

A obra “Cibercultura”, do sociólogo Pierre Lévy, cita sobre a criação da cultura de ensino através da internet, se tornando compreensível, desde já, a ideia da troca de conhecimentos pela rede. De acordo com os dados da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), em 2017, aproximadamente 7 milhões de brasileiros estavam matriculados em alguma espécie de ensino a distância (EAD). Esse método de ensino facilita a acessibilidade do aprendizado, levando conteúdos para lugares mais afastados, e também, para pessoas que buscam priorizar o tempo livre em agregar conhecimento sem precisar se locomover ao ambiente escolar.

Portanto, ainda assim, centenas de estudantes que vivem em regiões distantes devido a desigualdade de classes sociais, não possuem dispositivos e instrumentos que auxiliam no acesso à esses meios. Segundo pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em 2018, cerca de 45,9 milhões dos brasileiros ainda não tinham acesso à internet e a aparelhos eletrônicos, como computador e celular.

Contudo, propõe-se ao Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação (MEC), que incentive os alunos a se especializarem em uma determinada área de sua preferência, através das escolas públicas e universidades federais, democratizando o acesso à internet e criando cursos online e gratuitos, com carga horária reduzida e de capacitação rápida, visando a facilidade e flexibilidade de aprendizado para todos os estudantes brasileiros.