Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 17/07/2020
Hodiernamente é notórios os avanços tecnológicos no Brasil que nos proporcionam as diferentes possibilidades de ensino. De tal forma, o ensino a distância é algo historicamente presente na sociedade, desde 1890 por meio de cartas, as primeiras rádios, programas educativo e na contemporaneidade com a popularização da internet. Diante disso, são explícitos os benefícios e facilidades encontradas por meio das telecomunicações, embora ainda haja falhas nesse modelo, tais como a qualidade de ensino e a exclusão de alunos pela desigualdade ainda presente que favorecem para o aumento dos desafios na educação a distância (EAD) do país. Em primeira análise, verifica-se que a convivência entre aluno e professor é fundamental não só no processo de socialização, mas também para a melhor qualidade do ensino, possibilitando a total compreensão do estudando. Nesse sentido, a qualidade do ensino EAD é menor que do presencial, prova disso é que no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE) de 2017, realizado com os estudantes concluintes do ensino superior, cursos presenciais obtiveram conceito máximo; no ensino a distância apenas 2,4%. Ademais, os cursos a distância ainda não são bem aceitos no mercado de trabalho, pois muitos acreditam na desqualificação dos profissionais formados nessa modalidade. Desse modo, fica explícito como a qualidade do ensino auxilia para o aumento dos desafios EAD. Outrossim, a desigualdade brasileira ainda presente segue como um grande impasse para a resolução dessa problemática. Conforme a pesquisa realizada pelo TIC Domicílios em 2018, o acesso a internet ainda não é realidade para 30% da população brasileira. Nessa perspectiva, o ensino a distância não é democrático pois presume dos estudantes o acesso à internet e aparelhos celulares, haja vista que o Brasil é um país de proporções continentais, o que ocasiona em regiões de difícil acesso e por conseguinte muitas populações ainda sofrem com a falta de infraestrutura básica, como saneamento e luz elétrica, dificultando ainda mais o acesso desses estudantes a educação presencial, presumindo o EAD. Nesse sentindo, instigando ainda mais a limitação desse quadro no país. Portanto, é mister saliente que o governo representado pelo Ministério da Educação e Cidadania invista no ensino dos jovens brasileiros em geral, financiando objetos educacionais nos meios de comunicação, através de uma ampla divulgação em redes sociais, a fim de valorizar e melhorar a qualidade do ensino a distância, mudando até mesmo a visão preconceituosa que muitos tem contra esse ensino. Além disso, a contribuição da instituição e dos familiares na fiscalização da rotina dos estudantes, com intermédio de diálogos semanais com psicólogas sobre a importância da concentração nos estudos, seria um implemento de suma importância para a redução dos desafios EAD no Brasil.