Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 19/07/2020
O filósofo e cientista Paulo Freire, em uma de suas Cartas Pedagógicas, escreveu que o ato de ensinar vai além de transferir conhecimento, é criar possibilidades para a sua construção e a de seus envolvidos. Nesse sentido, vale ressaltar que há diversas formas de se integrar na sociedade por meio dos estudos, uma delas, a possibilidade do ensino EAD. Dessa forma, percebe-se que tal problemática será amenizada se fatores como o preconceito no mercado de trabalho e a exclusão de recursos instrumentais forem tratados de forma prioritária.
Em princípio, torna-se imprescindível esclarecer que de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, o art. 53 afirma que o jovem brasileiro obtenha direito à educação, além disso, à igualdade de condições para o acesso educacional. Dessa forma, é inegável que a educação é um direito fundamental do indivíduo, seja à distância ou presencial. Entretanto, é evidente o preconceito no mercado de trabalho com profissionais formados por cursos à distância, entende-se que seja devido à compreensão negativa dessa orientação, por exemplo, a falta de aulas práticas. Portanto, a partir dessas ressalvas, percebe-se que há desconfiança sobre essa modalidade pela falta de conhecimento sobre a exigência que o aluno EAD possui, assim como o presencial.
Em segundo plano, pode-se afirmar que a exclusão de recursos instrumentais é definida como a ausência do acesso aos equipamentos necessários para utilizar a internet. Posto isso, a ativista Malala Yousafzai, ao receber o Premio Nobel da Paz, afirmou em seu discurso: “Vamos pegar nossos livros e nossas canetas, pois são as armas mais poderosas. Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo”. No entanto, a educação à distância não é democrática, com a inexistência do acesso à internet para uma grande parcela da sociedade. Assim como, em vista de que as regiões periféricas e rurais sofrem com a infraestrutura precária, ou seja, o indivíduo é impossibilitado de evoluir o aprendizado devido á falta de computadores e rede wi-fi.
Em suma, a partir da exposição desses fatos, o Ministério da Educação deve atentar-se a necessidade de inserir palestras em instituições educacionais. Diante disso, a finalidade de conscientizar alunos, jovens sobre a mobilidade que oferece ensino a distância, para que ao apresentar os prós e contras, o acadêmico desenvolva uma opinião para que no futuro possa fazer uma escolha consciente. Ademais, O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação deve direcionar verbas para investir na ampliação de redes de internet no Brasil, por meio de coberturas nas áreas periféricas e rurais. Portanto, a fim de incluir a interação dessas pessoas excluídas da sociedade, além de tornar o país mais apto á tecnologia.