Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 17/07/2020

“O Brasil é um país do futuro”, enunciou Stefan Zweig em uma de suas primárias vindas à nação. No entanto, o descaso com os desafios da educação a distância deixa a pátria ainda mais longe do acreditado pelo escritor. Nesse sentido, seja pela negligência governamental, seja pela não culturalização dos recursos tecnológicos por parte da escola, o problema adquire proporções cada vez maiores e merece uma reflexão urgente.

Em primeira análise, é evidente que o Estado tem papel determinante no cerne da problemática, pois o Ministério da Educação (MEC) não exija formação específica para os profissionais da instrução a distancia, ocasionando em um ensino sem qualidade, uma vez que o professor assume funções para quais não foi preparado durante a sua formação inicial. Nesse ínterim, segundo Sêneca ”A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida”. Sob essa ótica, constata-se que tal cuidado citado pelo célebre escritor do império romano é inexistente no contexto educacional brasileiro, visto que o Governo atua como agravante do ensino medíocre que prejudica os cidadãos como um todo.

Ademais, vale ressaltar que tão importante quanto a capacitação profissional e tecnológica dos docentes é a adaptação dos alunos no ambiente virtual, visto que a grande maioria de adeptos do ensino superior ou técnico remoto não possui um conhecimento prévio sobre o uso de diversas tecnologias essenciais, uma vez que tais conteúdos- importantíssimos para a vida em sociedade atualmente- não são ministrados nos colégios. Sendo assim, devido aos moldes arcaicos em que as instituições mantêm-se presas, o aluno sai do ensino médio despreparado para diversas situações em que precisaria deste conhecimento.

Infere-se, portanto, a relevância de questionar os obstáculos da educação virtual no Brasil. Desse modo, é obrigação do Ministério da educação inserir na grade curricular brasileira aulas de informática. Para tanto, é preciso capacitar professores e dar suporte às escolas, visando garantir que a ação seja exequível e, assim, funcional. Isso posto, os jovens conhecerão mais a fundo essa modalidade de ensino e poderão usufruir de uma instrução de qualidade, pois como disse Aristóteles, o conhecimento gera plenitude.