Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 19/07/2020

O avanço tecnológico e as novas ferramentas de ensino proporcionaram uma variedade de métodos para perpetuar a educação no mundo moderno. Dentre esse leque de possibilidades, destaca-se o famigerado EAD (Ensino a Distância) que apesar de trazer facilidade possui grandes falhas que necessitam de correção, além de ser entregue à uma parcela restrita da população.

A procura pela modalidade de ensino a distância vem crescendo, de acordo com o último Censo da Educação Superior, 21% das matrículas em graduação e pós-graduação correspondem ao EAD, representando quase 2 milhões. Especialistas da área da educação não simpatizam com o método, tendo em vista que áreas específicas como a saúde, necessitam de maior número de aulas práticas e maior dedicação, considerando que trabalharão com vidas, o ensino é considerado falho e insuficiente.

Apesar de defasado, o ensino a distância é uma grande opção aos que por vários motivos não conseguem realizar seu curso presencialmente. Um outro problema que impede a democratização do método em questão é o acesso a internet, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) 46 milhões de brasileiros não têm acesso a internet. Dessa forma é possível observar que o método online é apenas uma alternativa para uma parcela privilegiada da sociedade e não uma opção para todos.

Portanto, cabe ao Governo Federal prover o direito de acesso a internet a todos cidadãos brasileiros, através da criação de projetos que possam  ampliar o acesso as redes, como instalações de internet em praças e demais locais públicos. É dever do MEC (Ministério da Educação) impor um padrão de qualidade aos cursos online, fiscalizando de forma direta os conteúdos oferecidos e formas de avaliação, para que assim, profissionais despreparados não possam ingressar no mercado de trabalho. Assim espera-se que o EAD possua qualidade necessária aos que optarem por utilizá-lo.