Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 15/07/2020
Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. As perspectivas e os desafios da educação a distância, reflete essa realidade, uma vez que persiste influenciado pelas oportunidades que ela oferece, além das considerações diante dessa modalidade.
Segundo um senso realizado pela ABED, Associação Brasileira de Educação a Distância, a educação a distância traz vários benefícios à sociedade. Como, por exemplo, uma maior flexibilidade do tempo, mais acessibilidade e também uma descentralização do conhecimento, visto que se pode levar o conhecimento a lugares afastados, rompendo barreiras geográficas, tornando assim o conhecimento mais democrático. Essa modalidade de curso é de grande ajuda principalmente para cursos superiores, ou técnicos profissionalizantes, pelo fato de muitos alunos nessa faixa etária de idade, de 18 a 40 anos, não terem muito tempo disponível para um curso presencial, e também são mais disciplinados.
Por outro lado, o EAD falha no requisito da convivência social, pois não é recomendado que os alunos do ensino básico tenham o ensino remoto, visto que eles ainda estão desenvolvendo as relações sociais, tirando as suas dúvidas com os professores, com atividades em grupo e apresentando trabalhos, nos quais apresentam como principal propósito transformá-los em pessoas menos introvertidas. Além disso, ainda não apresentam uma autonomia afim de que resulta num desafio o estudo por conta própria.
É percebível, dessa forma, como o ensino a distância pode ser um incentivo a sociedade. Por isso seria de extrema importância se o Ministério de Educação, juntamente ao Ministério da economia criassem certos auxílios para as empresas que proporcionassem essa modalidade de ensino, a fim de incentivar esse tipo de ensino que mostra uma extensa capacitação de pessoas no setor profissional.