Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 17/07/2020

Em dezembro de 2019, surgiu na China um novo vírus com potencial pandêmico, o Covid-19 (Corona Vírus), ademais, essa doença viral se propagou para o mundo todo. Com tudo isso, a OMS (Organização Mundial da Saúde) decretou a quarentena, na qual levou instituições escolares a implementar o EAD, medida cabível em meio a essa adversidade. Tais fatos fizeram com que houvesse dificuldades nos cursos online, como a falta de acesso de indivíduos sem internet em suas residências e pela displicência de alunos. Nesse sentido, é necessário analisar tal quadro, intrinsecamente ligados a aspectos tecnológicos e pessoais.

Sob esse viés, a desigualdade social também é presente na educação a distância, visto que pessoas com baixa renda não tem condições de contar com internet em casa. Nessa lógica, de acordo com o portal de notícias da Globo, cerca de 70% da população, em áreas periféricas, não tem acesso a internet. Essa realidade torna-se evidente, já que existe um preconceito com moradores de comunidade, levando os mesmos a não usufruir de oportunidades como os demais, e assim os pais não conseguem sustentar seus filhos, no qual necessitam do EAD. Por conseguinte, esse ato leva a perda da ética, da moral, além de uma má formação de conhecimento individual.

Segundo a professora de matemática, Sandra Pereira, da escola de São Paulo, " os alunos normalmente entram na aula só para aparecerem online, e voltam a dormir ou nem assistem o curso". Sob tal ótica, nota-se uma falta de atenção do estudante, por conta do horário, da acomodação na sua moradia e a ausência de auxílio familiar na vida estudantil. Além disso, o que também sai prejudicado é o ensino e a qualificação de trabalho no futuro profissional. Dessa forma, contribui-se para a perpetuação desse tipo de ação negativa na sociedade.

Portanto, para que haja uma melhoria no cenário da educação a distância, é imprescindível o esforço coletivo entre as comunidades e o Estado. Por tudo isso, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com instituições escolares e midiáticas, propor uma reeducação social e cultural, por meio de campanhas educacionais, em jornais, revistas e na televisão, para enfatizar a importância da didática. Em seguida, é de grande relevância implementar redes de internet para estudantes pobres, mediante a verbas governamentais, com o intuito de promover um melhor resultado no conhecimento dos jovens.