Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 17/07/2020
A gigante Google investiu no projeto YoutubeEdu, onde disponibiliza gratuitamente acesso à diversas aulas de variados temas, a fim de democratizar e universalizar o EAD. Contudo, a consolidação desse tipo de formação ainda encontra obstáculos no Brasil. Assim sendo, o déficit da inclusão digital e o preconceito se solidificam como empecilhos para avanços na solução dessa problemática.
Em primeiro lugar, é importante destacar que o acesso a internet é um dos maiores desafios para a educação a distância. Segundo levantamento pelo IBGE, mais de 40 milhões de brasileiros não tem acesso a internet. Ainda, quase 50% dos que possuem, só o fazem exclusivamente pelo celular. Logo, a carência de bens tecnológicos e acesso a uma rede online por uma parcela significativa da população geram entraves no avanço educacional.
Secundariamente, por não existir um órgão regulamentador específico do ensino a distância, propicia suspeitas em relação a qualidade pedagógica. Segundo o patrono da educação brasileira Paulo Freire, o educando não é uma folha em branco, trazendo consigo experiências e vivências prévias. Desse modo, é natural o receio dos discentes em potencial, referente ao método e a qualificação da instrução a distância. Embora este formato supra algumas necessidades do cotidiano, como tempo e preço, a ausência de uma fiscalização qualitativa de sua pedagogia diante ao mercado de trabalho é outro entrave.
Portanto, é fundamental que o Estado providencie medidas para mitigar essa problemática. Urge que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, institucionalize uma secretária específica de supervisionamento que produza relatórios, baseado em um método qualitativo e padronizado. Com isso, essa avaliação elencará em um ranking as instituições que promovam o ensino online, fornecendo mais informações para os que buscam essa metodologia. Ademais, cabe ao poder federativo facilitar crédito de compra, de produtos eletrônicos, para estudantes. Sendo assim, será possível, talvez, coletivizar o acesso às novas formas de ensino.