Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 17/07/2020

A Constituição Brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito á educação. Entretanto, tal garantia é deturpada, visto que, muitos cidadãos têm que buscar a justiça para terem um direito básico. Esse cenário nefasto ocorre não só pela negligência governamental, mas também pela aprendizagem superficial. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.

Inicialmente, é válido pontuar que a aprendizagem ineficiente deve-se, principalmente, á omissão dos setores governamentais, no que concerne á gestão eficiente do Ministério da Educação. Segundo o filósofo Edgar Morin, a reforma do pensamento significa mudança de educação, ou seja, tal interação online se mostra superficial, especialmente nos casos em que o contato humano é muito importante, como os cursos de profissões que lidam rotineiramente e diretamente com pessoas. Desse modo, torna-se mister a reformulação dessa postura estatal.

Vale também ressaltar que os órgãos governamentais responsáveis pela avaliação da qualidade da educação virtual não têm um padrão definido e esta situação leva à falta de credibilidade do sistema por parte da população. De acordo com o site G1, mais de 30% dos domicílios brasileiros não tem acesso à internet, o que ocasiona a falta de informação e comunicação durante o EAD. Constantemente, a grande ocorrência dessas ações está ligada a questões sociais, como atualmente a falta de consistência em padrões para regulamentar a educação, principalmente em áreas rurais. Dessa forma, fica evidente que medidas devem ser tomadas para alterar esse quadro.

Portanto, são imprescindíveis ações capazes de mitigar essa problemática. Com isso, urge ao Governo fazer um mapeamento das áreas de ausência de internet e, em seguida, desenvolver projetos, por intermédio de incentivos fiscais às empresas que possuem esse serviço de transmissão, e consiga um barateamento dos pacotes nas regiões, expandido aos poucos o uso, para que, assim, todos consigam participar ativamente das atividades online. Também, é imperioso que o MEC estabeleça um padrão de qualidade de ensino, avaliando os cursos e conteúdos disponíveis, evitando a formação de profissionais despreparados. Somente assim, notar-se-á que essas seriam algumas das ações para diminuir ou até mesmo acabar com esse empecilho.