Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 17/07/2020

A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à educação. Entretanto, tal garantia é deturpada, visto que, no momento atual esse direito não se efetiva para a maioria da população. Esse cenário nefasto ocorre não só pela ineficiência governamental, mas também pelo descaso dos órgãos públicos. Logo faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.

Inicialmente é válido pontuar que o não acesso à educação a distância deve-se, principalmente, à omissão do setores governamentais, no que se concerne a gestão eficiente do Ministério da Educação. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, porém, isso não ocorre no país. Devido a essa negligência das autoridades, muitas pessoas perdem a oportunidade de novos conhecimentos, pois não possuem tecnologias para acessar as plataformas. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.

Ademais, uma análise das ações dos órgãos públicos é necessária. Nesse sentido, observa-se a falta de um órgão específico, responsável por avaliar a qualidade do ensino a distância, e a escassez da preparação dos professores para trabalhar com os novos mecanismos. Sendo assim, Paulo Freire afirma que, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Por isso, essa situação tem que ser revertida com urgência.

Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. Dessa maneira, é dever da mídia - grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião - assumir seu papel de agente social para as questões da cidadania e discutir por meio de documentários e reportagens, os quais retratem de maneira fidedigna, a seriedade da educação, com o intuito de reduzir o silêncio em relação ao assunto. Só assim, poder-se-á observar os direitos constitucionais na prática.