Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 20/07/2020

Em 1904, o método de educação a distância surgiu com a oferta de um curso de qualificação profissional de datilografia por correspondência. Nos dias atuais, esse preceito se modernizou e hoje suas plataformas são extremamente populares. Considerando o avanço da tecnologia da informação os cursos de EaD se tornaram cada vez mais comuns, principalmente, entre os jovens brasileiros.  Porém muitos não têm acesso a esse tipo de educação devido a negligência Estatal e a dificuldade da inclusão digital.

A priori,  evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para democratizar o acesso a internet no país. Essa lógica é comprovada pelo papel passivo que o MCTIC — Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações — exerce na administração das redes que disponibilizam à população acesso a internet. Instituído para ser um órgão que promova a aproximação de brasileiros a informações e EaD, tal ministério ignora ações que poderiam, potencialmente, fomentar o contato de classes pouco privilegiadas ao mundo tecnológico, como a distribuição de redes abertas em instituições de áreas de menor desenvolvimento.

Outrossim, é imperativo pontuar que a inclusão digital também é uma causa desse impasse. A negligência de empresas do setor – como produtoras, distribuidoras de tecnologia – também colabora para a dificuldade em democratizar a inclusão dos docentes, que em meio de uma pandemia estão sendo obrigados a se adequar a tecnologia no Brasil.  Isso decorre, principalmente,  devido a Era Digital que está sendo vivenciada pela primeira vez pela terceira idade da contemporaneidade, diferentemente das crianças que nascem na atualidade .Consequentemente, alguns professores ficam com ainda mais dificuldade de inclusão para realizar seu trabalho.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para minimizar os desafios da educação a distância no país. Posto isso, o MCTIC, responsável pela formulação e implementação da Política Nacional de Ciência e Tecnologia, em parceria com o Estado, deve disponibilizar guias e meios práticos de acessar programas sociais de ensino. Tal plano deverá focar, principalmente, por meio de plataformas online, para que o problema de inclusão digital seja menor. Dessa maneira, a situação vivenciada poderá ser vivenciada na realidade de menos brasileiros.