Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 19/07/2020
O Ensino a Distância (EAD) é uma prática empregada aos estudos desde meados do século XVIII e eram realizadas por correspondências, mais tarde passaram a atingir outras vias de comunicação, como rádio e TV. Para mais, mediante o avanço tecnológico, o EAD se tornou uma ferramenta aplicada principalmente entre os usuários de internet. Entretanto, tal mecanismo não está disponível a todos os cidadãos, que por vezes, não possuem a acessibilidade e condições necessárias para sustenta-los e por consequência, acabam por resultar em desigualdades socioeconômicas.
De acordo com um estudo realizado pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), apenas 52,59% dos estudantes dispõem de computadores e recursos de acessibilidade como a internet. Tais dados mostram como o EAD ainda não pode ser uma realidade para todos os brasileiros, visto que, uma grande parcela da população não possui os meios necessários para usufruir deste sistema educacional. Desta forma, muitas pessoas não conseguem ingressar na educação a distância, que em tese deveria ser um meio mais flexível e acessível aos estudantes se comparado ao ensino presencial, cuja estruturação demanda mais investimentos.
Além disso, a falta de recursos essenciais para utilização do EAD provoca a intensificação das desigualdades socioeconômicas, estas, exemplificadas pela atual pandemia gerada pelo vírus COVID-19 que ocasionou o isolamento social e a interrupção dos estudos presenciais. Logo, muitos estudantes são prejudicados por não possuírem os aparatos necessários para obterem uma educação de qualidade. Com isso, há uma defasagem relacionada ao ensino, onde os alunos que apresentam melhores condições econômicas dispõem de maior assistência se comparadas àqueles que não usufruem do mesmo benefício.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar esses impasses. Visto a grande dificuldade de acesso ao EAD, o Governo por intermédio do Ministério da Educação (MEC) juntamente ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) deve investir e distribuir, aos estudantes de escolas públicas e aqueles que possuem baixa renda, equipamentos eletrônicos, como tablets e notebooks. Para além, é preciso também que esses órgãos disponibilizem pontos de acesso ao wi-fi gratuitamente para que os alunos possam acessar as plataformas de estudo, o que diminui assim, as desigualdades.