Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 19/07/2020
Segundo a filósofa Marilena Chuai, a democracia deve ser um sistema de direitos iguais para todos, sem ações que prejudiquem um grupo em prol de outro. Partindo disso, o então direito assegurado pela Constituição é “amputado”, no qual esse sistema é dificilmente efetivo no meio educacional, visto que a população que depende do Ensino a Distância no Brasil possui alguns desafios para sua formação em relação aos demais, como o inacesso à internet e o preconceito social.
Em primeira análise, é notório que grande parte da população brasileira não possuí acesso à internet, o que inviabiliza o Ensino a Distância. De acordo com o IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), um terço da população brasileira não possui acessibilidade aos meios. Sendo assim, grande parte parte dos estudantes não desfrutam de tais benefícios. De acordo com o filósofo Friendrich Hegel, o Estado deve proteger os seus “filhos”. Diante dessa perspectiva, fica evidente o desamparo governamental, que não disponibiliza internet de qualidade para todos.
Ademais, o preconceito social atua como impulsionador dessa problemática. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade é como um corpo biológico por ser, assim como esse, composto por partes que interagem entre si. Partindo dessa presunção, o acordo e o bom funcionamento de todas as suas esferas resultam na igualdade de direitos entre os indivíduos que as compõem. Todavia, no Brasil isso não ocorre, uma vez que grande parte dos cidadãos julgam o Ensino a Distância como de baixa qualidade.
Em síntese, faz-se necessário que o Governo, juntamente com o Ministério da Educação, disponibilizem às bibliotecas públicas internet de qualidade por meio do dinheiro arrecadado dos impostos, para que, assim, todos tenham acesso à internet de qualidade. Além disso, é necessário que os mesmos ampliem as vagas em cursos EAD nas universidades públicas, solucionando parte da problemática ocasionada pelo preconceito social. Dessa forma, o Estado cuidará dos seus “filhos” assim como propôs Hegel.