Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 19/07/2020
Em 1996, foi sancionada a lei que oficializou a educação a distância no Brasil. A expectativa de se tornar um universitário, sempre esteve a mente de muitos alunos brasileiros. Porém, a realidade nunca foi de todos. Com objetivo de promover uma educação de qualidade, a utilizar de forma dinâmica proporcionando uma interação virtual entre aluno e professor, o EaD inseriu-se na vida de muitos estudantes. Sendo realizada através de plataformas, o que desfruta de tecnologias avançadas, trouxe maior facilidade e comodismo para muitos. Com grandes vantagens, tornou-se um ponto importante e discutido por muitos profissionais. Segundo dados colhidos em 2016 pelo CENSO EaD a faixa etária era de jovem a adulto estimulada entre 26 e 30 anos.
Segundo dados da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), houve um aumento de 17% de matrículas entre os anos de 2017 e 2018 o que totaliza cerca de 43% nos dias atuais. A procura por facilidade na formação cresce os dados, já que o ensino não abrange horários fixos e possui mensalidades mais baratas do que o presencial. De acordo com alguns especialistas o método não é tão eficaz visto que manter-se em um curso a distância requer cuidados maiores como: disciplina e organização. O aluno é quem faz seu próprio horário. Tais questões levam a pensar em qualidade de educação, o acompanhamento presencial do professor com o estudante faz muita diferença. A verificação de uma boa aprendizagem só pode ser feita dentro de uma escola.
Além disso, a facilidade de burlar resultados em avaliações é maior, não há um controle adequado como em sala de aula. Tal fato não influencia somente quem aprende, mas também quem ensina. De acordo com a Pós-doutora em educação Arisa Araújo da Luz “Alcançar a qualidade é difícil. Porque, quando falamos em formação de professores, nós estamos falando em atividades vivenciais. A atividade de professorar se pauta pelo contato e isso nós não vamos ter em alguns cursos EaD”.
Portanto, faz-se necessárias mudanças. Os cursos não presenciais facilitam principalmente a faixa etária jovem/adulto, muitos trabalham e o fato de fazer o seu próprio horário é preferível. O Ministério da Educação deve estar ciente de que esse método cresce e continuará crescendo. Por tal motivo, é necessário melhorias nas plataformas usadas, o que garante uma certeza de um ensino melhor. Precisa ser feito um controle de qualidade constante por cada instituição. A distribuição igualitária de internet pelo país deve ser realizada. O governo tem o dever junto com as instituições de promover uma excelente educação. Não se pode facilitar aos estudantes que levem a formação de qualquer jeito. Os professores precisam ter um melhor contato e dinamismo tendo a certeza de que estão formando ótimos profissionais. Não se pode tolerar que o EaD venha ser um problema para o futuro.