Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 20/07/2020

Em um de seus poemas, Carlos Drummond de Andrade cita que “no meio do caminho tinha uma pedra” metaforizando os desafios que impedem o pleno desenvolvimento do bem-estar social. Nesse sentido, a poesia modernista pode ser aplicada à atual sociedade, haja vista que “os desafios da educação a distância no Brasil” parafraseando o poeta, configura-se como uma pedra, ou seja, um obstáculo na vida do cidadão. Diante disso, faz-se necessária a análise dessa problemática a fim de revertê-la.

Em uma  primeira análise, é evidente que essa forma de ensino exige do aluno e professor acesso a uma rede WIFI, porém este meio demanda um alto investimento. A partir disso, pode-se confirmar que esse método de ensino por essas circunstâncias, não é o mais rentável e igualitário na sociedade brasileira, este fato é confirmado pelo pensamento de Andrew Sullivan— CEO da Internet Society— , o qual admite que  “a falta de acesso à internet aumenta a desigualdade social”, o ensino a distância é mais uma forma de trazer educação para as pessoas, mas infelizmente nem todas elas conseguirá custeá-la.

Cabe pontuar também que, outro para o EAD, é a questão da dispersão dos alunos, que de acordo com a pesquisa da Universidade do Sul da Califórnia publicada no jornal Journal of the american medical Association, a qual cita que “uso excessivo da internet aumenta riscos de adolescentes desenvolverem déficit de atenção”, diante disso essa forma de ensino ao invés de ajudar os alunos, pode  prejudicá-los.

Portanto, fica claro que medidas devem ser tomadas para a resolução do impasse. Logo cabe às grandes empresas de banda larga juntamente com escolas públicas, por meio de cotas econômicas disponibilizarem acesso à internet para aquelas pessoas de renda baixa que porque não podem pagar uma rede de WIFI não podem estudar online, a fim de diminuir essa desigualdade social. Cabe também as plataformas de EAD, por meio de controle de tempo de uso dos alunos a internet, determinar o tempo em que o aluno poderá utilizar este meio sem comprometer sua saúde, no intuito de não prejudicar a mente dos usuários e diminuir os riscos deles adquirirem déficit de atenção. Com essas ações, a sociedade brasileira conseguirá retirar essa pedra no caminho.