Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 21/07/2020

De acordo com o sexto artigo da Carta Magna, o Estado é responsável pela garantia de múltiplos direitos ao indivíduo, dentre deles, a educação. Contudo, o que se observa na realidade é o oposto, uma vez que a pandemia advinda do vírus SARS-CoV-2 gera barreiras para a concretização do direito à educação no Brasil. Esse cenário antagônico tanto é fruto a pouca atuação governamental em relação à EaD(Educação a Distância) quanto de uma crise econômica. À vista disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.

Em primeiro ponto, é fulcral pontuar que os desafios da educação em tempos de pandemia derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que possibilitem o uso da EaD, a fim de amenizar a evasão escolar. De acordo com o pensador Thomas Hobbes, o Estado tem a responsabilidade de manter o bem-estar de toda a nação, no entanto, isso não ocorre no país, devido à falta de operação do MEC(Ministério da Educação), já que 50% da população no Brasil não têm acesso à internet, consoante o jornal “Uol”. Desse modo, em conformidade com Hobbes, cabe ao Governo reverter essa situação de calamidade educacional.

Em segundo ponto, vale ressaltar a crise financeira presente no Brasil como promotora dos problemas enfrentados na educação, pois o jornal “Gazeta do Povo” disponibilizou dados em que o país não permite avanços em diversas áreas, como educação e infraestrutura. Logo, é eminente a defasagem educacional durante a pandemia, dado que, sem investimentos na EaD, é notória a desistência em massa de diversos alunos por não terem acesso à internet. Partindo desse pressuposto, origina-se a “Modernidade Líquida”, em harmonia com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, tal contemporaneidade descende da falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas. Por esse ângulo, pode-se apontar essa hodiernidade líquida como um empecilho à conclusão de uma solução.

Portanto, infere-se que ainda há entraves para garantir o fim dos problemas educacionais oriundos da pandemia vigente no país. Destarte, com o intuito de mitigar a contenda, urge que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Estado, não ultrapasse a verba nacional disponível, com a finalidade de implantar programas de acesso à internet para todos os estudantes carentes desse benefício, mediante o MEC, objetivando abolir os conflitos na EaD. Dessa maneira, o Brasil poderá exercer os direitos impostos pelo sexto artigo da Carta Magna.