Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 04/08/2020

A Constituição Federal de 1988 garante saúde e bem-estar a todos os indivíduos brasileiros. Sob tal viéis, devido a crise sanitária decorrente do vírus Covid-19 e grande chance de contaminação houve o isolamento da coletividade em vários aspectos da sociedade. Nesse contexto, instituições escolares decidiram pela continuação do ano letivo através da educação a distância (EAD), a fim de assegurar que os estudantes não sejam prejudicados. Entretanto, tal solução não contempla a todos, isso ocorre, por consequência da má distribuição econômica e a falta de políticas públicas que inclua o acesso democrático da internet para toda a população nacional.

Primeiramente, vale ressaltar que um dos maiores obstáculos das aulas em EAD é a pobreza extrema que alguns brasileiros vivem, visto que para a contemplação das aulas remotas, necessita-se de um aparato de tecnologias, como computadores, internet e celular smartphone. A lei suprema do país garante igualdade a todos. Todavia, segundo o Jornal Folha de São Paulo, existem cerca de 618 mil famílias apenas no Estado de São Paulo, que vivem com menos de um salário mínimo. Nessa continuação, não é esperado que alunos vivendo sob essas condições tenham as mesmas oportunidade de aprendizado, que os estudantes de classe média. Dessa forma, a discrepância econômica presente nos dados, mostra a desigualdade da sociedade, na qual, não há assistência educacional para todos.

Segundo Sir Artur Liwis, “A educação nunca será um gasto. Sempre será investimento”. Seguindo essa linha pensamento, é esperado a operância governamental, para endossar que todos os brasileiros tenham acesso a continuação do ano letivo sem maiores dificuldades. No entanto, conforme o Jornal G1, mesmo depois da implementação das aulas a distância em 25 estados brasileiros, 43% dos alunos relataram a dificuldade ao acesso à internet de qualidade, uma vez que em sua maioria são de escolas públicas e não possuem acesso fora dela a computadores. Nesse cenário, sem a assistência governamental, não há condições do acompanhamento das aulas remotas por esse grupo.

Dessarte, mediante ao exposto é indubitável a urgência para mitigar tal situação. Para tanto, torna-se interessante que o Ministério da Educação em parceria das Secretárias Estaduais de Educação por intermédio de um projeto de lei que caucione a distribuição de “chips” com internet para alunos de classe baixa, para que assim a os estudantes de baixa renda tenham acesso por meio dos seus samartphones às aulas remotas. Ademais, Instituições Escolares, recorrendo a materiais didáticos físicos, devem distribuí-los para seus alunos, assim haverá uma opção a mais em relação às aulas online.