Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 04/08/2020
Conforme Zygmunt Bauman, em Modernidade Líquida, a contemporaneidade está inserida nas instabilidades do século XXI, seja no âmbito familiar, profissional ou educacional. Por conseguinte, nota-se como trabalhos acadêmicos e das escolas dependem de computadores para sua realização, logo, é visível como a tecnologia está presente nos métodos de ensino modernos. Contudo, tais avanços do mundo virtual também geram problemas, a exemplo dos modelos de educação a distância (EAD) no Brasil, que, apesar de gerar uma economia de tempo aos estudantes, possuem dúvidas quanto às suas qualidades e a capacidade de atingir diferentes estratos da sociedade. Dessa maneira, intervenções, com o objetivo de aumentar as perspectivas e reduzir os desafios da educação a distância no Brasil, são necessárias.
Em primeiro plano, segundo dados do PNUD, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Brasil está classificado entre os países com maior desigualdade social, consequentemente, grande parte da população convive com a pobreza. Desse modo, devido à falta de meios financeiros, muitos possuem dificuldades para acessar redes de Internet e, portanto, implicações para estudar em instituições que oferecem cursos a distância. Além disso, os modelos EAD fazem parte da modernidade, então, não possuem referências históricas de métodos que deram certo e errado, como as aulas presenciais, o que os torna incertos quanto à sua eficiência.
Diante deste cenário de incrementação tecnológica e falta de preparo da sociedade brasileira para recebê-la, as principais consequências são indivíduos estudando em cursos EAD sem a ratificação de sua qualidade e cidadãos sem poder acessar tais aulas devido à ausência de recursos monetários. Porém, a educação a distância é uma característica do século XXI, dado que otimiza o tempo (posto que os alunos não precisam se locomover) e utiliza meios virtuais, assim, a oferta de cursos online deve ocorrer, mas da maneira correta. Então, medidas, a fim de diminuir os desafios e aumentar as perspectivas que envolvem o ensino EAD no brasil, são essenciais.
Em síntese, o Estado deve, por meio de investimentos públicos, criar pontos de acesso à internet em locais onde os moradores possuem dificuldades em utilizá-la, ação possível a partir de pesquisas do IBGE e que permite aos indivíduos de renda mais baixa estudar em cursos EAD. Ademais, as instituições de ensino a distância devem, por intermédio de cientistas da computação e educadores, realizar cursos aos seus professores sobre como utilizar os recursos virtuais para tornar as aulas mais eficientes, medida que aumenta a qualidade e dá credibilidade a esse ensino. De acordo com tais intervenções, a educação a distância no Brasil tende a evoluir da forma ideal.