Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 19/09/2020

Em 1904 surgiu o primeiro modelo de educação a distância no Brasil, realizado por cartas. Com a criação de novas tecnologias, tal modelo se transformou e passou a ser realizado por rádio, televisão e agora pela Internet. Porém, mesmo com seus avanços positivos, ainda enfrenta problemas em sua metodologia e contribui para o agravamento da exclusão digital no país. A princípio, os estudantes apresentam dificuldade de adaptação a esse sistema de ensino. Segundo o último censo realizado pela Associação Brasileira de Ensino a Distância, os cursos online apresentam taxa de evasão de aproximadamente 50%. Isso se deve a falta de familiaridade com a estrutura pedagógica presente neles, que vai de encontro aos métodos tradicionais aplicados desde os primeiros anos escolares. Dessa forma, de acordo com Freud, “o novo sempre despertou perplexidade e resistência” e por isso é necessário habituar os alunos com essa nova tecnologia para que possam usufruir de forma eficiente dela. Além disso, outro problema enfrentado é a falta de inclusão digital existente no país. Segundo Pierre Lévy, “toda tecnologia cria seus excluídos”, que neste caso são pessoas de baixa renda que não possuem recursos para adquirir internet de boa qualidade ou aparelhos para acessá-la. Por conseguinte, um dos ideais defendidos na Revolução Francesa acaba sendo ferido, a igualdade; promovendo, assim, uma segregação em que uma parcela da população se beneficia cada vez mais enquanto a outra é privada desses benefícios. Desse modo, é evidente que a educação a distância enfrenta grandes desafios no Brasil. Para mudar a atual conjuntura, é necessário que o MEC inclua no currículo escolar a educação digital, por meio de aulas online e jogos educativos desde a pré-escola a fim de familiarizar os alunos com o meio tecnológico de ensino. Paralelamente, o Ministério da Economia deve reduzir o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre aparelhos como computadores e smartphones para as pessoas de baixa renda e assim auxiliar na democratização da educação.