Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 15/08/2020
No filme “Meninas Malvadas”, a adolescente Cady foi educada, por grande período de tempo, em casa, sem ter tido experiências com o ambiente escolar presencial. Fora da ficção, a situação se configura para algumas realidades, onde o método de homeschooling (“aula em casa”) é adotado. Entretanto, em meio ao ensino a distância, a segregação de estudantes ao recurso e a deficiência de sua aplicabilidade corroboram para dificultar o ensino.
Em primeira análise, com o surgimento da internet, no período da Guerra Fria, o meio digital tornou-se a principal porta de acesso a informação e ensino. Outrora, essa nunca foi totalmente decromatizada. Dados do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic) mostram que 30% dos lares no Brasil não possuem acesso ao meio cibernético. Com isso, o ensino a distância promovido pelas escolas não abrangem todos os estudantes de forma igualitária que, por sua vez, não garantem o seu direito à educação, previsto pela Constituição Federal.
Em segunda análise, para os que possuem acesso aos recursos digitais, o método se mostra ineficiente quanto à qualidade de ensino. Isso porque o contexto de ambiente domiciliar, passível de distrações e diferente do escolar - que é próprio para os estudos - tornam as aulas não presenciais insatisfatórias e desfavoráveis. Em consequência, a ineficaz formação educacional e a dificuldade da aprendizagem se fazem presentes aos seus adeptos.
Dado o exposto, faz-necessária a ação das instituições de ensino. Urge que tais realizem a distribuição de conteúdos e atividades impressas e doações de livros, por meio de campanhas, para os que não possuem acesso ao recurso digital. Para os estudantes usuários do homeschooling, faz-se necessário garantir o maior interesse dos mesmos, por meio da promoção de aulas mais dinâmicas e participativas pelos educadores. Com isso, a educação a distância deixará de ineficaz.