Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 20/08/2020

A educação é um direito previsto na Constituição Federal. No entanto, devido a desigualdade social existente no país são poucos os brasileiros que possuem acesso a profissionais capacitados e materiais adequados. Dessa forma, o ensino a distância, EAD, apresenta-se como uma alternativa para tornar o aprendizado mais democrático, mas ainda é necessário ações governamentais que possibilitem uma maior parcela da população o seu uso. Logo, é imprescindível a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar tais entraves e consolidar, de fato, os direitos constitucionais.

Em primeira análise, é importante ressaltar os benefícios das plataformas a distância. Nesse contexto, destaca-se a dificuldade do Brasil ter uma educação igualitária, uma vez que é um país de dimensão continental. Porém, com o advento da tecnologia, esse problema poderia ser amenizado, já que, segundo a revista Science, 80% da informação mundial está contida na internet. Assim, com uma disponibilidade praticamente ilimitada de conteúdos acadêmicos, o EAD é uma opção de baixo custo compatível com a realidade brasileira, visto que não requer o deslocamento do discente e por estar diretamente ligado ao universo online permite ao estudante adotar uma política de estudo ativo, podendo recorrer a diferentes fontes de conhecimento.

Entretanto, nem todos possuem computadores e celulares que possibilitem a adoção de uma educação online. Segundo TLC domicílios, em 2018, 30% da população não tinha acesso a internet. Dessa maneira, por mais que as plataformas sejam uma alternativa viável, elas não são totalmente inclusivas, uma vez que, devido as desigualdades existentes no país, uma parcela dos cidadão são impossibilitados de aderir as novas tecnologias ao seu cotidiano. Em suma, fica claro a necessidade de um projeto governamental para a ampliação da aprendizagem remota. Sob essa ótica é válido citar o filósofo iluminista John Locke, o qual afirmava que o Estado deveria ser o responsável por garantir os direitos dos homens.

Diante do exposto, o ensino remoto revela-se uma opção interessante, porém necessita de certos incentivos para ser ainda mais inclusiva. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com empresas privadas, a criação de uma bolsa que servirá para pagar os gastos com internet, visando os indivíduos de baixa renda, bem como a distribuição de tablets, a fim de que possam ter os meios de conseguir sua qualificação profissional. Além disso, nas mídias sociais do órgão público deve ser divulgado as vantagens do EAD com a realização de lives, no intuito de incentivar a população e a Constituição Federal realizada na sua plenitude.