Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 20/08/2020
O modelo de educação a distância (EaD) não é recente e teve suas primeiras experiências em meados do século XIX, por meio de cartas. Nesse sentido, é possível perceber que ao longo dos anos essa modalidade de ensino passou por diversas adaptações e, com o advento da internet, o acesso tornou-se muito maior e mais prático. No entanto, esse recurso ainda é alvo de alguns questionamentos, visto que não é uma ferramenta democrática e apenas uma parte da população é privilegiada pelo uso. Dessa forma, faz-se necessária a discussão desses aspectos.
Convém ressaltar, a princípio, a importância do método em questão. Quanto a esse fator, é válido destacar que o Brasil tem proporções continentais e, por isso, a busca por meios mais práticos de acesso ao ensino é muito grande. Desse modo, o EaD tem sido cada vez mais utilizado, uma vez que tem um custo menor em relação às instituições presenciais, e demanda menor tempo, já que não há necessidade de sair de casa. Além disso, há uma grande disponibilidade de cursos online, o que acaba facilitando a formação profissional daqueles que moram em áreas mais periféricas e não têm condições financeiras de mudar para outras cidades. Segundo dados do Censo de Educação Superior , mais de 20% dos universitários estão fazendo graduação a distância.
Por outro lado, é preciso compreender que esse recurso não alcança todo mundo da mesma forma. Isso porque, uma grande parcela da população vive sob condições precárias e muitas vezes não tem acesso à escola e muito menos à internet. Além do mais, no cenário atual, em meio a uma pandemia, muitos alunos estão sendo prejudicados, pois as aulas de algumas instituições estão paralizadas desde o início do ano e, sem essa ferramenta de ensino, não tem como dar continuidade ao ano letivo. Ademais, os que estudam a distância enfrentam algumas dificuldades relacionadas à organização pessoal e à disciplina para manter a rotina, algo que não será positivo para o aluno, se esse não tiver o apoio da família e dos demais profissionais envolvidos no processo.
É evidente, portanto, que medidas precisam ser tomadas para reverter o impasse. Desse modo, os Governos Estaduais, em parceria com as empresas de internet, devem ampliar o acesso à rede wifi, por meio da disponibilização de pacotes mais baratos, a fim de contribuir para a inclusão educacional das comunidades periféricas que são carentes de tal recurso. Além disso, visando tornar o EaD uma ferramenta eficiente, a família deve auxiliar e direcionar o aluno sempre que apresentar dificuldades, mostrando como ele pode tirar dúvidas em livros ou sites online, e supervisioná-lo para garantir que ele siga a rotina demandada pela escola. Assim, ocorrerá a democratização da educação a distância.