Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 27/08/2020
A música “Parabolicamará” do compositor brasileiro Gilberto Gil relata as facilidades que a globalização proporcionou à humanidade. Fora do âmbito cultural, a chegada da internet no Brasil permitiu, entre outros benefícios, a flexibilização do ensino, a exemplo da Educação a distância. A efetivação das aulas “online” concede a facilidade de conexão educativa, mas também, colabora com a exclusão social de brasileiros de baixa renda. Por isso, é necessário o debate acerca das perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil.
Em primeira análise, é uma veracidade que o ensino online se tornou uma alternativa simples e popular para a obtenção de conhecimento. Segundo dados da pesquisa feita pela plataforma “CANVAS”, brasileiros entre 18 e 34 anos preferem cursar pela EAD. Isso ocorre devido à facilidade que essa categoria de educação promove, além da dispensabilidade de deslocamento para participar de aulas, da integração pedagógica de deficientes audiovisuais e da condescendência do horário de estudos. Isto posto, as vantagens que as aulas online proporcionam contribuem nas suas procura e formação como um recurso necessário na vida do aprendiz.
Em segunda análise, todavia, é notável que o ensino a distância não abrange todas as classes sociais. De acordo o Comitê Gestor de Internet, aproximadamente 26% dos brasileiros não possuem acesso à internet. Ademais, segundo relatório da organização internacional Oxfam, o Brasil é o 9º do ranking global de desequilíbrio de renda. Logo, se a EAD fosse de caráter obrigatório, muitos alunos seriam prejudicados, já que o acesso à internet é de essência privada e a desigualdade social ainda é um transtorno recorrente no país.
Portanto, medidas devem ser tomadas para universalizar a educação a distância. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), junto ao Ministério da Educação, deve igualar as oportunidades estudantis, por meio do desenvolvimento de rede “WI-FI” gratuita para todos os alunos de renda familiar baixa terem acesso às aulas online, além de garantir, através de leis, que a EAD seja uma opção de estudo e, não obrigação, com o intuito de solucionar os desafios que o ensino a distância enfrenta. Feito isso, a flexibilização ideal da educação será bem efetivada no Brasil.