Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 27/08/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o acesso à educação e  ao bem-estar social. Dessa forma, boas condições de ensino a distância (EAD) no Brasil é um direito inalienável e o seu impedimento vai contra jurisdição. Entretanto, a falta dessa garantia vai de encontro com sua perspectiva de acessibilidade, tanto pela superficialidade pedagógica quanto a não democratização do acesso à internet no país.

Primeiramente, o cenário criado para o ensino a distância no Brasil é confrontado pela falta de aprofundamento pedagógico nas suas aulas. Nesse contexto, conforme o pensador Edgar Morin, “ Educar para complexidade”. Diante desse ponto de vista, as aulas online deveriam usar das mais variadas formas de conhecimentos e áreas. Essa situação tem relação tal realidade, uma vez que a utilização dos recursos cibernéticos para melhorar a transmissão de conhecimento é uma ilusão criada para o ambiente proposto pelas faculdades online. Isto é, os assuntos são proporcionados de uma maneira na qual não compreendem as dúvidas dos seus alunos, assim, eles assistem vídeos gravados e ficam sem ter o contato com o professor de forma ao vivo. Dessa forma, os órgãos responsáveis precisam criar melhores condições aos que escolheram essa forma de ensino.

Além disso, a falta de democratização do acesso à internet no país impede a realização da acessibilidade no ensino a distância. Nesse âmbito, consoante ao jornalista Euclides da Cunha, ao falar da diferença estrutural dos dois “Brasis”. Sob essa ótica, por negligência histórica de investimentos direcionados ao litoral do Brasil, parte da população não tem a infraestrutura necessária para conectar nas plataformas digitais. Esse fato está interligado com tal assunto, já que as desigualdades tecnológicas das diferentes regiões nacionais não condizem com as propostas iniciais dessa forma de aula. Pois, a flexibilização do tempo, a não locomoção e  valores mais acessíveis não acrescentam em nada, se as pessoas não podem usufruir desse veículo informacional. Assim, as entidades competentes precisam diminuir as distâncias sociais das cidades para a funcionalidade do EAD no país.

É indispensável, portanto, que se combatam essas problemáticas. Cabe ao Ministério da Educação implemente nos cursos online a interação professor e aluno, a partir de aulas ao e sala de dúvidas de forma ao vivo, já que esse contato diminuirá  as superficialidades pedagógicas do EAD. Como também, o Ministério do Planejamento, em parceria com o Ministério da Economia, constituam formas de conectividade na web para toda população, por meio de estudos nas regiões brasileiras e direcionem investimentos tecnológicos as mais necessitadas, já que a democratização da internet é de grande importância para esse ensino. Assim, o direito à educação será efetivado.