Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 27/08/2020
Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor Thomas More, é apresentada uma sociedade perfeita na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a superficialidade do ensino a distância no Brasil se torna um desafio, ocasionando a má formação de profissionais deficitários.
A princípio, a superficialização que ocorre nas redes digitais também se desloca para o ensino a distância (EAD). Nessa perspectiva, de acordo com Michel Foucault, o poder articula-se em uma linguagem que cria mecanismos de controle e coerção, os quais aumentam a subordinação. Sob essa óptica, o discurso hegemônico introduzido, na modernidade, moldou o comportamento do cidadão a enxergar os educadores como máquinas de conhecimento que só servem para passar conteúdo, quando na realidade não é isso que deve ocorrer. Além disso, existem as questões individuais dos alunos, porque nem todos eles são iguais, uns necessitam de mais atenção, outros de mais contato, explicação etc. Dessa forma causam-se consequências.
Consequentemente, o EAD intensifica ainda mais essa ideia -abordada no parágrafo anterior- para os estudantes , visto que sem a relação humana de professor e aluno, o ensino acaba ficando cada vez mais superficial. Dessa maneira, a formação dessas pessoas acaba sendo prejudicada, pois de acordo com Cesar Callegari, presidente da Instituição Brasileira de Sociologia Aplicada, cada vez mais no E. A distância formam-se profissionais deficitários que terão repercussão alta na qualidade de ensino, quando um deles se torna professor por exemplo. Visto isso, medidas são necessárias para resolver a problemática.
Portanto, percebe-se a importância do debate a respeito dos desafios e perspectivas no ensino a distância. Logo, é necessário que o Ministério da Educação informe e oriente a população em relação a essa superficialidade no EAD, elaborando palestras em centros educativos, escolas, universidades e em programas de TV, com um horário acessível a todos e com um profissional da área de psicologia, assim visando uma sociedade com esse tipo de ensino mais eficiente. Desse modo, a sociedade poderá alcançar a Utopia de More.