Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 23/08/2020
As apostas para a educação do futuro de 645 especialistas ouvidos por pesquisa do Wise (World Innovation Summitt for Education), da Fundação Catar, é que as aulas online serão mais importantes do que as presenciais. A partir disso, a educação à distância traz novas perspectivas para o funcionamento da educação no país, no entanto a exclusão digital e a falta de adaptação a essa nova modalidade torna necessário medidas que tornem esse cenário democrático.
A priori, a Pandemia do Coronavírus que exigiu o fechamento de centros educacionais tornou necessário a EaD (ensino à distância) para que fosse possível continuar o ano letivo. Dessa forma, acelerou o processo de “modernização” do sistema educacional brasileiro, que já ocorria em algumas instituições em vista da necessidade de se adequar ao cotidiano de diversos alunos, oferecer novas possibilidades que tornasse possível conciliar a rotina com maior flexibilidade, economia de tempo e redução de custos. Portanto, usufruir dos benefícios oferecido pelas tecnologia e trazendo uma nova perspectiva na educação brasileira atendendo a tendência de modernização do ensino, do surgimento de novas formas de aprendizado por meio da tecnologia mediada pelo ensino a distância e visando expandir e facilitar o acesso ao ensino.
No entanto, segundo o IBGE, 46 milhões não acessam a rede, em 2019, o qual caracteriza o principal desafio para a perpetuação democrática do EAD, isto é, a carência desse recurso perpetua a marginalização daqueles que, teriam no ensino virtual a única possibilidade de estudar e com maiores possibilidades de conseguir conciliar sua rotina, dessa forma, alcançando êxito e acesso ao conhecimento acadêmico, além disso, o alto custo da internet e dos aparelhos de tecnologia indispensáveis para essa modalidade de ensino como “notebooks”, impressoras que são alguns itens indispensáveis para que haja um melhor aproveitamento dos estudantes. Porém, com uma população majoritariamente com baixo poder aquisitivo, a compra desses itens fica inacessível, com isso, tornando difícil o acesso universal a essa modalidade de estudo.
Logo, o governo deve contribuir com o acesso da população à internet e aparelhos tecnológicos, por meio de verbas públicas, deve promover campanhas intensivas de acesso à internet a população carente, além de parcerias público-privadas que diminuam os preços da internet e aparelhos tecnológicos, principalmente, para a população carente e estudante, com o intuito de garantir esse recurso para cidadãos que necessitam da didática virtual e garantir maior flexibilidade ao estudo, o que permitiria o aumento do conhecimento acadêmico no Brasil. Dessa forma, tornando a educação do futuro possível, democrática e acessível no páis.