Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 22/08/2020

A necessidade do mundo pós-moderno de agregar mais tarefas em curto intervalo de tempo, com o adento da Revolução Industrial, trouxe noas maneira para a modelagem do dia-a-dia. Nessa lógica, é imprescindível observar o ensino a distância no Brasil, como forma de abranger possibilidades de flexibilização de horários e o desafio dos alunos em manterem-se disciplinados e organizados na graduação virtual.

De início, é fundamental analisar a estruturação atual do mundo capitalista, no qual o indivíduo tende a possuir menos tempo e muitas atividades para cumprir. Dessa maneira, a educação a distância brasileira surge e atende a necessidade do estudante, uma vez que o permite flexibilizar seus horários. Além disso, é minimizado o gasto temporal e financeiro na locomoção e, assim, o indivíduo consegue aprender e também exercer outras atividades, como o trabalho. Prova dessa procura crescente são dados da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), em que 7 milhões de brasileiros estavam matriculados em alguma modalidade a distância.

Paralelo a isso, conforme estudado pelo filósofo Foucault, na sua obra “Vigiar e Punir”, observa-se um modelo panóptico, no qual há um poder exercido pelo controle central sob as demais pessoas. Semelhante a isso, ocorre na realidade educacional brasileira, na qual se é preciso de uma ação coercitiva que mantenha a ordem e disciplina dos estudantes. Ou seja, percebe-se um desafio muito grande na educação a distância, isso porque existe uma dificuldade por parte do corpo docente em manter-se focado e organizado para o desempenho com qualidade no curso fora da instituição educacional.

Nota-se, portanto, a viabilidade da educação a distância no Brasil, mas, para isso, é preciso mitigar os desafios trazidos por tal tecnologia. Logo, a ABED junto com o Ministério da Educação, devem elaborar estratégias de incentivo aos estudantes que se mantiverem com melhor desempenho nas atividades curriculares da instituição. Isso se deve ser feito por meio de propostas colaborativas e projetos, os quais promovam debates entre os alunos, com o intermédio dos professores em reuniões online, contando com o uso de aplicativos tecnológicos, como o “Zoom”, a fim de propor aos jovens mais interatividade e envolvimento com o curso. Com isso, a “redução” do tempo, proporcionado após a Revolução Industrial, será minimizado.