Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 27/08/2020

Consoante ao empresário americano Thomas Edison, a insatisfação é de caráter primordial à efetiva evolução humana. Sob essa perspectiva, a sociedade brasileira, hodiernamente, apresenta descontentamento frente aos impasses à consolidação da educação a distância em território nacional, objetivando, portanto, alterações em tal conjuntura. Contudo, além da exaustão rotineira, a injustiça secular centrada em ineficiências governamentais fomenta a permanência da problemática e, assim, inviabiliza o real progresso da nação tupiniquim contemporânea.

Destarte, pontua-se que, com o advento da denominada Revolução Industrial e suas consequentes inovações tecnológicas, o Brasil modernizou-se, bem como o máximo desenvolvimento racional foi atingido. No entanto, uma incontrovertível dualidade é produzida,visto que, mesmo diante do avanço intelectual vivenciado, significativa parcela populacional não  possui formação acadêmica completa. Ademais, a própria consolidação do regime capitalista vigente gerou um novo ordenamento social. Dessa forma, o ritmo frenético associado à rotina exaustiva são responsáveis pelo cansaço diário, que prejudica o desempenho individual durante o ensino a distância. Nesse contexto, o estudante tem sua capacidade de aprendizagem afetada, o que exige concentração e disciplina para que o conteúdo transmitido seja assimilado com eficiência.

Outrossim, a flexibilidade dos horários e o valor acessível da mensalidade são fatores atrativos, mas ineficiências governamentais quanto à execução dos seus deveres permanecem como impasses à implementação ampla do ensino a distância. Nessa perspectiva, evidencia-se uma retificação da Constituição Cidadã, promulgada em 1988 e perpetuante na contemporaneidade brasileira, já que o acesso à formação educacional não é assegurado, como previsto, na prática. Assim sendo, a teoria da Educação Bancária, proposta pelo pedagogo Paulo Freire, é ratificada, visto que o conhecimento é apenas “depositado” no discente. Dessa forma, são formados cidadãos com lacunas de aprendizagem, o que, não raro, é potencializado na nova modalidade devido ao distanciamento físico existente.

Logo, medidas são vitais à dissolução dos impasses à consolidação do ensino a distância. A princípio, faz-se mister que o setor empresarial, mediante diminuição da carga horária diária de trabalho dos acadêmicos, possibilite maior espaço temporal a ser destinado aos estudos, para que profissionais competentes sejam formados. Ademais, o Estado, a partir da realização de cursos periódicos destinados aos educadores, deve qualificar a didática de ensino e torná-la mais atrativa àqueles que estão distanciados dos docentes, a fim de que haja o aprendizado completo. Somente assim, o ideal de evolução proposto por Thomas Edison será, finalmente, atingido no Brasil hodierno.