Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 23/08/2020

O período pós-Guerras Mundias marcou, sem dúvidas, a sociedade contemporânea. Isso porque os mecanismos desenvolvidos para que elas acontecessem demandaram muitas descobertas e aprimoramentos tecnológicos os quais, posteriormente, trariam um importante impacto na área educacional. Tal marco se refere ao ambiente digital que proporcionou, entre outras coisas, a educação a distância (EAD). Desse modo, surgiram expectativas, como a maior abrangência de ensino, como também desafios, tais como a preocupação com a qualidade fornecida por ele.

É preciso, inicialmente, entender que existem reais aproveitamentos da EAD e devem ser valorizados. Para compreender tal questão, é valido analisar o conceito de aldeia global, descrito por Herbert Marshall, no qual afirma que as novas tecnologias foram capazes de encurtar distâncias, isto é, já era de se esperar que as aulas não presenciais passassem a acontecer, afinal esse método de ensino da liberdade ao estudante, já que permite a flexibilidade da carga horárias e também do espaço.

Do mesmo modo, é importante pontuar que a qualidade de ensino ofertada por essa metodologia tem sido alvo de preocupação. Isso porque o modo como as pessoas têm aderido essa educação passa a ideia de que todos os estudantes tem a mesma base educacional ou ainda a mesma produtividade e eficiência, mas não é o que acontece, especialmente por que há muitas falhas na educação brasileira. Essa situação põe em dúvida a qualidade dos profissionais futuros, principalmente, porque o número de inscritos na EAD só aumentam segundo a Associação Brasileira de Educação a Distância que contabilizou, em 2017, cerca de 7 milhões.

Portanto, entende-se que o impasse da EAD vai além do posicionamento de aceitação ou não desse ensino, toca, na realidade, na raiz do problema: a educação. Dessa forma, é fundamental que o Mistério da Educação, em virtude do seu dever social, amplie o acesso ao conhecimento. Isso deve ser feito por meio do investimento da educação de base, que vise nivelar a escolaridade populacional para que, futuramente, esse estudante possa ter responsabilidade de escolher, com consciência das suas individualidades, se prefere a EAD ou não, visto que é preciso muita disciplina para estudar a distância. Somado a isso, é imprescindível, ainda, que o MEC aperfeiçoe essa modalidade educacional a partir de maneiras de adequação das dificuldades de determinado grupo, por exemplo com deficit de atenção. Essas atitudes devem se feitas para garantir, abrangência e liberdade na escolha do método de ensino.