Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 23/08/2020
Em 1947, o Senac em parceria com o Sesc e algumas emissoras de rádio começavam a caminhar no que diz respeito a democratização do conhecimento intelectual. Isto é, com a criação da “Universidade do Ar”, cursos comerciais passaram a ser difundidos por todo cenário nacional via rádio, possibilitando uma maior acessibilidade através da EAD. Todavia, a implementação do ensino a distância apresenta desafios que passam pela cultura de autoaprendizagem e pela falta de recursos básicos da população
Mormente, cabe perceber que o sistema educacional brasileiro impõe a submissão intelectual do estudante a figura do professor, que seria o detentor do conhecimento. Nesse sentido, o aluno cujo sempre foi passivo no seu processo de aprendizagem nas escolas, ao se deparar com uma nova realidade onde ele é o responsável pela sua educação, encontra dificuldade ao ingressar no processo da educação remota. Logo, percebe-se que enquanto houver passividade no processo de autoaprendizagem por parte do estudante o EAD não terá êxito.
Faz-se mister ainda salientar, que um outro obstáculo que impede a EAD ser uma realidade no Brasil, é a falta de recursos básicos da sociedade brasileira. Isto é, a lacuna tecnologia nas classes mais baixas ainda é algo muito grande no território nacional, esse corpo social desfavorecido com poder aquisitivo menor, não pode obter computadores, tablets ou celulares, fatores de suma importância na EAD.
Infere-se,portanto, que há entraves para o pleno fim do impasse e, logo, de sua consequência. Dessarte, a partir dos impostos da Receita Federal, o Ministério da Educação deve guiar verbas as vastas instituições de ensino do país. Com efeito, estás poderão ter novos projetos em prol da EAD, com foco em populações afastadas e desprovidas de recursos, por meio da distribuição de smartphones, tablets e computadores as escolas conseguiriam atingir um maior público possibilitando uma democratização do conhecimento. Espera-se, com isso, um mundo mais acessível, igual ao idealizado pelo Senac e o Sesc com a parceria em 1947.