Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 23/08/2020

A declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela ONU, assegura a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar.Dessa forma, nota-se que a descentralização do conhecimento no Brasil, na modalidade de educação a distância (EaD), tem tido perspectivas e desafios para sua efetivação, seja pela falta de investimento das instituições educacionais, seja pela escassez do Estado em dispor aos cidadãos o usufruto igualitário desse recurso.

Deve-se pontuar, de início, que o sistema estatal brasileiro é ineficiente no que diz respeito ao EaD no Brasil, bem como na inclusão dos indivíduos a essa modalidade de expandir conhecimento.Desse modo, sob a perspectiva filosófica de São Tomas de Aquino, todos os cidadãos possuem mesma importância, além dos mesmos diretos e deveres.Em contraposição a essa ideia, o governo, envolto pelo capitalismo vigente,visa mais o “ter” que o “ser’, acabando por não disponibilizar meios, como a internet,para assegurar a educação a distância a todos. Prova disso é que, no Brasil, segundo o site G1, menos de 80% da população ainda não tem acesso a web.

Além disso, as instituições educacionais brasileiras tendem a negligenciar a inserção ao ensino a distância, com isso os profissionais dessa área tem dificuldades para se adaptar a transmissão de aprendizagem aos meios digitais e tecnológicos. Isso acontece, sob uma ótica freiriana, de que os parâmetros do ensino ainda estão ligados a uma educação bancária, ou seja, que visa mais a padronização do pensamento do que a abrangência e formação sociocultural do indivíduo.Comprovação disso é que muitos estabelecimentos educativos não tem aderido ao recurso EaD e muito menos tem sido a quantidade de educadores capacitados para essa modalidade como noticiado pelo uol.

Portanto, é fundamental ações que ultrapassem perspectivas e desafios da educação a distância, no Brasil, de modo a garantir mais igualdade a todos.Para tanto, cabe ao governo investir, por meio de verbas, na dispersão do acesso a internet no país, com programas desenvolvidos por profissionais da esfera educacional e tecnológica, para universalizar cada vez mais conhecimentos a população, apropriando o cidadão de informações por menores custos e maior flexibilidade. Também as instituições educativas incentivar e adaptar os educadores a nova vivência com os aparatos tecnológicos, em que devem aderir ao EaD, através de palestras, com projetos lúdicos e audiovisuais feitos por educadores a mais tempo nessa área, de modo a tonar essa modalidade de ensino uma realidade na vida de milhões de brasileiros, para incentivar a busca pela aprendizagem. Dessa forma, poder-se-ia pensar um mundo mais justo e com mais igualdade como promulgado na Declaração de Direitos Humanos.