Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 23/08/2020
Ao longo do período pré-histórico, buscava-se adquirir e ensinar técnicas essenciais à comunicação e transmissão de ideias, desejos, necessidades e conhecimentos, por meio da oralidade, gestos e pinturas rupestres. Contudo, o advento da inserção da escrita padronizado e a evolução tecnológica, atrelada à complexidade da sociedade atual, levou à ascensão de uma nova modalidade de ensino: o remoto. Embora seja prático e direcionado, pode-se apresentar defasado e restrito em certos âmbitos.
Convém salientar, primeiramente, que uma das maiores desvantagens da educação virtual é a interação supérflua entre aluno e professor. Segundo o filósofo Sócrates, ter esse contato é fundamental, o que fazia abdicar de seus livro e dedicar-se ao diálogo, pois somente assim, conseguiria dar a luz ao conhecimento. Em oposição ao seu sistema, por se tratar de um processo mecanizado, tal interação online é superficial, tornando-se desanimador para o aluno e abrindo espaço para a procrastinação. Desse modo, os indivíduos desistem do curso ou entram no mercado de trabalho despreparados.
No entanto, apesar da defasagem, a educação a distância é uma ótima alternativa para quem busca otimizar o tempo e deslocamento. No geral, para que isso seja efetivamente válido e democrático, a individualização da internet deveria ser uma realidade nacional, o que não observa-se no Brasil. Segundo o PNAD, cerca de 20% dos lares não possui acesso à internet. Sem uma boa conexão, o acompanhamento de conteúdos, videoaulas e outros materiais disponibilizados é impossibilitado, além da necessidade de um bom aparelho eletrônico. Consequentemente, tal questão torna-se um impasse para a priorização do método online.
Portanto, diante dos fatos supracitados, o Ministério da Educação deve buscar melhorias nas plataformas de educação a distância, por meio do investimento financeiro governamental, com a finalidade de comprometer-se com os estudantes brasileiros, proporcionando o acesso ao ensino de qualidade. Para isso, o dinheiro investido na EAD deve ser retirado dos impostos já cobrados, evitando sobrecarregar os outros setores. Dessa forma, o ensino remoto se tornará uma opção, e não uma alternativa.