Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 27/08/2020
A Educação a Distância (EAD) passou a ser respaldada legalmente no Brasil na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9394, de 1996. Assim, atualmente as EAD’s têm tido uma alta procura pelos estudantes brasileiros, especialmente no cenário de pandemia do Covid-19. Todavia, é preciso estar atento sobre sua relação de compromisso na formação de indivíduos, para isso é importante a capacitação do corpo docente, assim como viabilizar uma educação multifatorial.
É relevante abordar, primeiramente, de acordo com ABMES (Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior) foram mais de 1 milhão de alunos matriculados no ensino superior online, em 2019. Significando dizer que, com o advento da internet houve uma descentralização do conhecimento e consequentemente os recursos de ensino mudaram. Para isso, ao ministrar aulas online é preciso aprender a se comunicar, utilizar tecnologias interativas, saber se posicionar à frente de uma câmera, entre outros aspectos. Essa dinâmica depende da capacidade dos professores e de sua formação pedagógica, para se utilizar de diversos tipos de conhecimentos e áreas, e com isso, aperfeiçoem e estimulem o desenvolvimento de particularidades técnicas e comportamentais que salvaguardem a transdisciplinaridade.
Paralelo a isso, vale também ressaltar que uma educação de qualidade envolve não somente o acúmulo de conteúdos e disciplinas, mas também, a construção social do indivíduo. Segundo o educador e filósofo, Paulo Freire, é imprescindível buscar uma educação que forme e transforme. Pode-se assim dizer que, ao vislumbrar uma hibridização do ensino, as EAD’s devem também instigar o alunado, estimulando-o pensar além do que está posto nas informações que recebe. Ou seja, é necessário uma aprendizagem colaborativa, pela qual o conhecimento deve ser construído a partir da intensa relação entre os atores dos cursos.
Portanto, o ensino não presencial vem se firmando nas últimas décadas como ferramenta de inovação pedagógica e transpondo barrerias nos modos de aprendizagem. Entretanto, é necessário que os centros educacionais ao utilizarem da educação em rede invistam na capacitação do corpo docente, por meio de cursos e oficinas, instruindo-os a assumir funções que vão além da sua formação inicial, para que as novas metodologias de ensino possam ser efetivas no ato de educar. Além disso, é imperial que o Ministério da Educação fiscalize a regulamentação e a qualidade das propostas dos projetos pedagógicos das instituições que disponibilizam diplomas superiores, isso deve ser feito por intermédio de leis e projetos. A fim de que a busca do conhecimento se inove e desenvolva uma postura que envolve o modo de ser, agir e pensar.