Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 24/08/2020

No ano de 2005 foi adicionada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação à modalidade de ensino a distância (EAD) como processo de aprendizagem nas universidades. Desde então, esse método vem crescendo bastante no Brasil, eliminando as barreiras físicas, geográficas e sociais entre professor e aluno. Desse modo, a educação a distância no Brasil possui perspectivas, como a democratização do conhecimento, mas também, desafios feito a inclusão social digital.

A princípio, a educação desempenha papel elementar no processo de formação cidadã e por isso a sua democratização é tão essencial. Sob esse viés, o ensino a distância se intensificou nos últimos anos, devido à popularização da internet, de modo que trouxesse a acessibilidade ao conhecimento-principalmente- a pessoas que vivem em locais afastados ou sem muita renda. À luz disso, as vantagens que esse método possui: flexibilidade no horário, comodidade e “presença” em qualquer lugar fez com que a informação se democratizasse e diminuiu mais as desigualdades sociais, como  também criou uma cultura de troca de saberes nas redes. Diante desse cenário, o sociólogo “Manuel Castells” afirma que esse avanço da internet e da tecnologia promove uma sociedade em rede, ou seja, há uma descentralização dos conhecimentos, logo a educação pode ser instrumento, de fato para todos e não elitizado. Assim, o EAD trouxe perspectivas na socialização do saber democrático.

Paralelo a isso, a educação a distância, apesar de suas vantagens, possui seus desafios, como: inclusão digital. Sob essa ótica, o site G1 aborda que o Brasil está na posição 72º no ranking de acesso a internet, de modo que revele o entrave de um EAD, visto que precise dessa ferramenta para ser realizado, ou seja, esse desafio impede que a democratização do conhecimento se efetive. Diante disso, a ausência de uma sociedade totalmente integrada tecnologicamente dá uma superficialidade a educação, pois, no mundo cada vez mais moderno, os programas de qualificação e de aprendizagem tendem a se voltar ao ensino a distância pela flexibilidade que o possui. Logo, a população sem internet é marginalizada da posse do conhecimento e de uma participação ativa na sociedade.

Portanto, para que o EAD seja positivo na sociedade, cabe ao Ministério da Educação (MEC) junto com as universidades criem projetos sociais que visem o ensino a distância em favor da boa formação. Isso por meio de oferecimento de cursos que capacitem os professores a nova metodologia de ensino, além de programas, como “Educar é complexo, mas é para todos” que estabeleçam critérios para aferir o conhecimento do aluno e combater as desigualdades sociais, com o intuito do saber democrático. Ademais, o MEC e o Governo Federal devem investir, com recursos da receita, em bandas largas nas diversas do regiões do país e oferecer gratuitamente a pessoas de baixa renda, para o EAD ser eficaz.